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Marinha Grande alerta Estrutura de Missão para prejuízos significativos

Os autarcas manifestaram preocupação perante a situação ainda vivida no concelho, onde 27% da população permanecia sem energia elétrica.

A Câmara Municipal da Marinha Grande alertou ontem  a Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País para os “prejuízos significativos” entre particulares, empresas e associações, na sequência do mau tempo.

Numa reunião com a estrutura foram identificados prejuízos significativos entre particulares, devido a danos em habitações, equipamentos e bens essenciais; em empresas, “com impactos na produção, conservação de materiais e funcionamento diário; [e em] associações e coletividades, que enfrentam perdas materiais e a impossibilidade de manter atividades regulares”, informou a autarquia.

Em comunicado, a autarquia disse que o líder da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, se reuniu ontem com elementos do executivo da Câmara, no âmbito dos trabalhos de diagnóstico e coordenação das ações de recuperação após a tempestade Kristin, que há quase duas semanas devastou a região.

Os autarcas recordaram que, à data de ontem, 27% da população permanece sem energia elétrica.

“A reunião permitiu alinhar procedimentos, identificar constrangimentos e reforçar a articulação entre o Município da Marinha Grande e a Estrutura de Missão, no sentido de acelerar a fase de recuperação e assegurar respostas adequadas às populações”, escreve a autarquia no comunicado, segundo o qual, Paulo Fernandes reconheceu que os prejuízos “exigem respostas rápidas, coordenadas e ajustadas à realidade local”.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fevereiro 9, 2026 . 09:00

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