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Figueiró dos Vinhos ainda tem 1.150 habitações sem eletricidade

O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos adiantou que foi criado um grupo de trabalho, que irá apoiar a população no preenchimento da documentação para que as pessoas possam ser ressarcidas dos prejuízos.

O município de Figueiró dos Vinhos tinha ontem cerca de  1.150 habitações por abastecer de energia, das quais cerca de 700 estão na freguesia de Arega, disse à Lusa o presidente da Câmara daquele concelho do distrito de Leiria.

“Reuni há pouco com a E-Redes, estamos esperançados que estes números se possam inverter”, adiantou Carlos Lopes.

Ainda falta realizar “cerca de 300 intervenções em coberturas de habitações que se encontram danificadas”, mas “as condições climatéricas continuam a não dar tréguas e há pessoas que não conseguem realizar o trabalho nos seus telhados”, acrescentou.

Segundo Carlos Lopes, as principais dificuldades são repor a energia e, “ao mesmo tempo, resolver as questões que ainda faltam”, nomeadamente recuperar mais de 200 habitações.

“Das cerca de mil habitações atingidas, chegámos a mais de 700”, salientou o autarca.

O número de deslocados não é possível aferir, reconheceu o presidente da Câmara, explicando que muitas saíram para casa de familiares e amigos. Dos seis desalojados, ainda permanecem quatro - dois na Santa Casa da Misericórdia e outros dois numa casa cedida pela autarquia.

Carlos Lopes ainda não fez a contabilização dos prejuízos, mas acredita que rondarão as centenas de milhares ou até milhões de euros, tendo em conta os danos em infraestruturas públicas, empresas e prejuízos pessoais. “Será um valor muito grandioso”, admitiu.

A normalidade “será um processo que não será célere”.

“Depois desta primeira abordagem já estamos a colocar as pessoas com teto definitivo, através da reposição de telha, mas será um processo moroso, porque o concelho ficou totalmente destruído”, reforçou.

O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos adiantou que foi criado um grupo de trabalho, que irá apoiar a população no preenchimento da documentação para que as pessoas possam ser ressarcidas dos prejuízos.

“Neste momento, tivemos uma ajuda de muita importância. O Município de Oeiras, através do meu colega Isaltino Morais, veio ajudar a fazer o mapeamento e o levantamento de todas as infraestruturas danificadas no concelho, em termos públicos”, apontou.

Segundo os dados da Pordata, em 2024, o concelho de Figueiró dos Vinhos tinha 5.325 habitantes.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fevereiro 10, 2026 . 11:30

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