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União de Leiria assume “impacto significativo” em toda a atividade

Numa informação dirigida a sócios e adeptos, o clube reconhece que a tempestade do dia 28 de janeiro teve “um impacto significativo” em todas as modalidades.

A União de Leiria, cuja equipa de futebol disputa a II Liga de futebol, lamentou ontem “os impactos devastadores” da depressão Kristin, assumindo que toda a atividade desportiva foi severamente afetada pela destruição.

Numa informação dirigida a sócios e adeptos, o clube reconhece que a tempestade do dia 28 de janeiro teve “um impacto significativo” em todas as modalidades, pela destruição de infraestruturas e equipamentos e perturbação do normal funcionamento da atividade.

A equipa profissional de futebol, nona na II Liga, foi forçada a adiar o encontro com o Paços de Ferreira, previsto para 01 de fevereiro, depois de o Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa ter sofrido graves danos estruturais.

“Apesar de ser municipal e de não representar um prejuízo direto para o clube e para a SAD, inviabiliza o regresso do ‘staff’ ao trabalho e a realização dos jogos em casa”, assinalam os responsáveis.

O Centro de Treinos da Bidoeira, a cerca de 18 quilómetros de Leiria, onde a equipa habitualmente treina, “ficou destruído”, com “elevados danos na infraestrutura” e “estragos em vários equipamentos especializados”.

Sem campos, a equipa tem procurado retornar aos treinos, “ainda que parcialmente”, através de “um estágio especial em Lisboa, para acolher todos os jogadores do plantel e as respetivas famílias diretas que não tinham alternativa”.

Na última semana e meia, a equipa orientada por Fábio Pereira treinou na Cidade do Futebol, em Oeiras, cedida pela Federação Portuguesa de Futebol, e também no centro de treinos do Sporting e nas instalações do Alverca.

Com algumas condições restabelecidas na Bidoeira, esta semana tenta-se regressar, “tarefa particularmente difícil devido aos múltiplos constrangimentos existentes”, incluindo “a falta de eletricidade”.

Entretanto, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional anunciou o União de Leiria - FC Porto B, da 22.ª jornada da II Liga, vai disputar-se no domingo, no Estoril, devido aos estragos no recinto dos leirienses.

A alteração representa “uma despesa indireta adicional, além da desvantagem clara para a equipa e para os sócios e adeptos unionistas”, reconhece-se no comunicado.

O impacto do mau tempo também afeta o futebol de formação, com danos graves na Academia União de Leiria, em Santa Eufémia. “O mais difícil de recuperar será todo o sistema de iluminação do campo”, o que impede “qualquer previsão para a retoma dos treinos”.

A única atividade reativada é a do futebol feminino e das equipas de formação nos campeonatos nacionais - sub-23, juniores, juvenis e iniciados. Um desafio que implica “dificuldades diárias”, recorrendo a campos emprestados ou alugados e adiamentos ou inversão de jornadas, para jogar sempre fora.

Nas restantes modalidades, “o futsal vê a sua temporada seriamente comprometida”, com a destruição do Pavilhão dos Parceiros, enquanto o basquetebol vive “semanas de grande incerteza”, porque os três pavilhões utilizados estão encerrados por tempo indeterminado.

Na nota divulgada, a União de Leiria frisa estar “longe de ser um caso isolado”, porque “toda a região foi duramente atingida pela depressão Kristin”, com “impactos devastadores em comunidades, empresas, parceiros, instituições e no movimento associativo e desportivo”.

“Muitos clubes, colegas e agentes do desporto local enfrentam prejuízos elevados e, em alguns casos, situações de verdadeira tragédia”, lamentam os dirigentes da União, salientando que o momento “exige união, solidariedade e um esforço coletivo”.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A 16.ª vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fevereiro 12, 2026 . 12:00

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