
Marinha Grande queixa-se de ter quase 20% do território sem eletricidade
Cerca de 4.400 clientes do município da Marinha Grande, correspondente a 19% do concelho, estavam sexta-feira à noite sem eletricidade.
“A recuperação da rede elétrica tem sido uma preocupação prioritária”, salientou a autarquia, em comunicado, já depois de na sexta-feira ter sido aprovada uma nota de repúdio na Assembleia Municipal contra a demora na reposição da energia, exigindo “a reposição integral e urgente da eletricidade no município” e a “apresentação de um relatório detalhado sobre as causas da falha, os constrangimentos existentes e as medidas de prevenção futura”, reiterando ainda “o compromisso de defesa intransigente dos interesses da população da Marinha Grande”.
De acordo com a nota, dos 334 postos de transformação existentes no concelho 20 permanecem sem abastecimento de energia, enquanto 22 geradores ligados pela E-Redes estão a funcionar.
No balanço aos estragos da depressão Kristin, a Câmara da Marinha Grande estimou que 95% do tecido empresarial do concelho foi afetado, além de danos em todo o tecido associativo do concelho e nos equipamentos desportivos e culturais.
Também contabilizou já 2.100 pedidos registados no balcão de apoio instalado pelo município.
As escolas do concelho foram sendo reabertas de forma faseada, após avaliações técnicas e intervenções de segurança realizadas nos últimos dias, mas dos 30 estabelecimentos de ensino.
No terreno, segundo a Câmara Municipal, andam 52 militares do Exército, 60 elementos da Marinha Portuguesa, 10 militares da Força Aérea, 190 agentes da PSP mobilizados na região, 22 elementos da GNR, além das equipas municipais e numerosos voluntários locais.
O município já recebeu cerca de 1.000 referenciações sociais, atualmente em acompanhamento pelos serviços municipais, sendo que as situações de maior fragilidade emocional estão a ser encaminhadas para o Projeto Manicómio, que garante resposta psicológica especializada.







