
Município da Batalha realizou a última reunião operacional
Esta manhã o município da Batalha realizou a última reunião operacional para a realização de um ponto de situação no concelho, no âmbito da passagem da depressão Kristin, com a presença das várias autoridades locais e da proteção civil, na Sala de Sessões da Câmara Municipal. Esta reunião contou com a presença de Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil.
O presidente da Câmara Municipal da Batalha, André Sousa, salientou que ainda existem muitas habitações sem energia e sem telecomunicações, e que o município vai “tentar ter uma semana de normalidade no âmbito dos serviços municipais e, tentar analisar as candidaturas que recebemos, cerca de 300, num valor de investimento de 1,5 milhão de euros, de forma a que as pessoas possam receber o apoio, o quanto antes”
Ao nível de custos de edifícios municipais, o autarca salientou que “temos um valor estimado de três milhões de euros, sem incluir as estradas e saneamento, onde acreditamos que esteja o maior custo da tempestade”. “Temos de nos preparar para tornar mais resiliente o nosso sistema municipal”, afirmou.
O Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, salientou que o concelho da Batalha “deu uma resposta muito competente e muito eficaz”. Reconheceu que “a primeira resposta foi mesmo muito boa, porque todos vós, proteção civil municipal, juntas de freguesia, câmara e serviços municipais, foram fundamentais e espetaculares”. Deixou ainda uma palavra de agradecimento e reconhecimento “porque nos primeiros dias fizeram aquilo que era essencial, como chegar às pessoas, desobstruir vias, garantir que estava tudo bem, dentro do possível”.
“A partir do segundo ou terceiro dia após a tempestade os problemas críticos na nossa região não tinham nada a ver com proteção civil, mas com energia, com comunicações e com colocar telhados nas casas das pessoas, porque a proteção civil estava garantida” reforçou o Secretário de Estado da Proteção Civil. Reiterou que a preparação passa por “ estar no terreno, perceber o que se passou e perceber o que temos de melhorar”. “É preciso resiliência nas estruturas críticas que não dependem do público, e por isso estamos a tentar que as juntas de freguesia, os bombeiros e as câmaras que não têm, possam ter geradores”, completou Rui Rocha.








