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“Precisamos do carnaval como pão para a boca”

Os Reis do Carnaval da Nazaré mostraram-se “muito felizes” por verem a marginal “cheia” e por terem podido cumprir a tradição.

Com a marginal repleta e os carros alegóricos já em movimento, os Reis do Carnaval da Nazaré vestiram--se a rigor e assumiram um lugar de honra no desfile. Joaquim Bulhões e Paula Florência não passaram despercebidos: dançavam com toda a genica, acenavam ao público com um sorriso de orelha a orelha e atiravam rebuçados a miúdos e graúdos.
Em declarações ao nosso jornal, os reis mostraram-se “muito felizes” por verem a marginal “cheia” e por terem podido cumprir a tradição. “Estamos contentes, mas se não tivéssemos desfile, não deixávamos de gozar o Carnaval. Nós, nazarenos, somos muito foliões. Precisamos do Carnaval como pão para a boca”, afirmou a rainha, reconhecendo, ainda assim, que nem todos compreendem a necessidade de festejar o Carnaval.
Para Paula Florência, o Carnaval “não se explica, sente- -se”. “Vive conosco e está dentro do nosso sangue. Corre-nos nas veias”, adiantou, sublinhando que celebrar não significa ignorar o contexto que o país atravessa. “Não somos mais insensíveis por estarmos no Carnaval. É uma necessidade e faz parte da nossa cultura”, acrescentou.
Já o rei, Joaquim Bulhões, tem consciência das “dificuldades” que a comunidade atravessa na sequência da depressão Kristin, mas garantiu que o propósito do desfile é poder “transmitir muita alegria”.
“Gostava que compreendessem a nossa situação de querermos gozar o Carnaval. Sabemos as dificuldades que os outros estão a passar, mas as coisas têm que se resolver de alguma maneira”, concluiu.

Fevereiro 18, 2026 . 10:30

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