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Tempestade deixa empresa de flores da Ortigosa com prejuízos de dois milhões de euros

A tempestade Tempestade Kristin causou cerca de dois milhões de euros em prejuízos a uma empresa de floricultura na Ortigosa, em Leiria, destruindo estufas e colocando 50 empregos em risco

A passagem da depressão Kristin provocou um rasto de destruição na freguesia da Ortigosa, atingindo com particular violência a empresa Victor Santos – Flores e Acessórios, Lda., dedicada ao comércio por grosso de flores e acessórios para floristas e à floricultura em estufas no concelho de Leiria.

Victor Santos conta ao Diário de Leiria que os prejuízos “não devem fugir” dos dois milhões de euros, somando os danos nas estruturas e a totalidade das culturas perdidas devido ao mau tempo.

“Todas as estruturas ficaram destruídas, todas”, afirma o proprietário abalado. No total, a tempestade arrasou 55 mil metros quadrados de estufas e abrigos de rede. “Sem as estruturas foi tudo à vida”, acrescenta, sublinhando que estas eram a principal ferramenta de trabalho da empresa, responsáveis por proteger e dar viabilidade às colheitas. Além das estufas, também o armazém da empresa, situado na Lameira, sofreu danos significativos.

Dentro das estruturas agora retorcidas pelo vento, encontravam-se redes que criavam sombra e que ficaram “enroladas e em cima” das culturas. As condições meteorológicas que se seguiram agravaram ainda mais a situação. “A chuva não ajuda e os danos acresceram”, explica.

O processo de recuperação será longo e complexo. “Não é de carregar num botão e está feito, as coisas demoram muito tempo”, diz Victor Santos. Antes de qualquer reconstrução, será necessário limpar e desmontar o que resta.

Perante o cenário, admite não saber qual será o desfecho imediato. “Não sabemos o que fazer. Uma parte das estufas vai ficar assim, não temos hipótese nem tempo para as reerguer”. “Já não temos nem estofo nem paciência”, lamentou.

A incerteza quanto ao futuro é uma das maiores preocupações do empresário. “É certo que estamos a tratar das candidaturas para os apoios, mas quanto tempo é que as entidades públicas vão demorar para se chegarem à frente? E até lá, o que é que vamos fazer? Como é que vamos pagar os salários de 50 empregados?”, questiona.

Há oito anos, a empresa já tinha enfrentado outro momento dramático, os incêndios, que na altura deixaram a empresa “sem 10 viaturas”.

“Agora, passados oito anos, vem esta tempestade e deixa esta casa assim”, lamentou Victor Santos.

Fevereiro 23, 2026 . 17:00

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