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Pavilhões do Parque de Exposições da Marinha Grande vão ser demolidos

Demolição vai custar à autarquia 500 mil euros e já está a ser preparado o projeto para o novo Mercado Municipal.

A Câmara da Marinha Grande vai avançar com a demolição dos três pavilhões do Parque Municipal de Exposições que foram fortemente danificados pela depressão Kristin.
A estrutura do Parque Municipal ficou comprometida após o temporal da noite de 28 de janeiro, tornando o espaço inoperacional.
O presidente da Câmara, Paulo Vicente, adiantou ao Diário de Leiria que a autarquia vai abrir a acreditação para a demolição e que a concretização da limpeza estará concluída durante este mês. O custo da intervenção deverá rondar os 500 mil euros.
Este equipamento municipal é palco do mercado semanal e antes de qualquer reabertura ao público, a autarquia sublinha que é necessário remover a totalidade dos escombros e resíduos acumulados. “Só o podemos fazer no fim de termos tudo limpo. Não podemos abrir o espaço ao público com os escombros todos”, referiu o autarca, relembrando que o espaço serviu como depósito de resíduos e lixo após o temporal. “Ainda temos lá o entulho, que está a ser transportado com toda a velocidade, mas não podemos estar a forçar e abrir aquilo para mercado de qualquer maneira”, sublinhou.
Paulo Vicente garante que a autarquia não irá reabrir o mercado sem condições de segurança. “Não vamos abrir sem ter o mínimo de segurança, não só segurança física como alimentar, e para a comercialização dos produtos”, afirmou.
Concluída a demolição e limpeza do espaço, o objetivo passa pela instalação de uma tenda provisória que permita o regresso do mercado ao local habitual. “Nós já estamos à procura e já pedimos orçamentos para montar uma tenda provisória no espaço”, explicou o autarca. Para já, os valores ainda não estão fechados.
Paralelamente, está também em preparação o projeto para o novo Mercado Municipal, e a intenção da autarquia é manter o mercado naquele recinto por se tratar de um espaço “bom, cimentado e com estacionamento”, sublinhou o autarca.
No entanto, o executivo rejeita soluções improvisadas: “Temos de ter condições, não vamos pôr aqui meia dúzia de tendas em frente à praça e dizer ‘tomem lá umas bancas e venham para aqui’”.

Mercado resiste pelas mãos dos comerciantes
O mercado semanal realizava-se aos sábados de manhã, no Parque Municipal de Exposições da Marinha Grande, até o espaço ter ficado inoperacional na madrugada de 28 de janeiro.
À falta de espaço, os próprios comerciantes decidiram transferir o mercado a apenas alguns metros, para o parque de estacionamento dos pavilhões, garantindo assim a continuidade da atividade.
Em vez de bancadas e lojas, os vendedores abrem agora as bagageiras dos carros, montam estruturas improvisadas e tentam manter os negócios a funcionar.
Há três semanas que o mercado decorre no estacionamento e segundo a vendedora Andreia Eloi, a Câmara Municipal da Marinha Grande “não deu autorização”, uma vez que aquele espaço não está destinado à realização do mercado. Ainda assim, garante que a autarquia “não vem chatear porque temos licença de venda ambulante”.
O que mais preocupa os comerciantes é a “falta de resposta” por parte da autarquia. “Ninguém nos contactou a perguntar o que quer que fosse. Neste momento, que as escolas estão a funcionar e os serviços básicos estão quase todos restabelecidos, já devia estar na linha da frente o mercado e os vendedores”, afirmou. Apesar de o município saber que os comerciantes ali vendem, “não há nada por parte da câmara: um caixote do lixo, lugares marcados, não há nada”.
Os vendedores apelam à autarquia para que disponibilize tendas que permitam continuar a atividade “independentemente das condições meteorológicas”.
“Sabemos que não é possível muito mais para já, então só pedimos isso mes­mo”, rematou a comerciante
Ao Diário de Leiria o presidente da câmara municipal, Paulo Vicente, afirma que a autarquia “não tem parecer nenhum” sobre a situação. Acrescenta ainda que ainda não visitou o mercado desde então e que não sabe se “existem condições” para a realização do mercado.

Março 4, 2026 . 12:15

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