
Mesmo sem telhado, bombeiros nunca deixaram de socorrer
Painéis sandwich e chapas de cobertura estão espalhados pelo recinto exterior do quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, empilhados uns sobre os outros como peças de um puzzle que agora se tenta recompor. Entre elas, ainda se distinguem algumas chapas retorcidas, testemunho da força com que o vento arrancou o telhado.
À nossa chegada ao quartel, o presidente da associação humanitária conduzia um empilhador que transportava alguns dos painéis sandwich que em breve voltarão a cobrir pelo menos parte do edifício.
No alto das instalações ainda expostas, uma equipa de bombeiros trabalhava lado a lado com funcionários de uma empresa especializada para repor parte da cobertura arrancada pela tempestade.
Nem o parque de lazer situado em frente ao quartel escapou à força da tempestade, mas após alguns trabalhos de limpeza, o espaço começa agora a dar sinais de recuperação. Mesmo com alguns vestígios, o que salta à vista são as 12 cabras que ali vivem, três das quais nasceram já depois da tempestade.
Mais de um mês depois, o quartel “já não parece aquele cenário de guerra como no dia 28 [de janeiro]”, constatou o presidente da direção da associação humanitária, José Almeida Lopes.
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