
Câmara de Peniche exige financiamento para obras nas arribas
A vice-presidente da Câmara de Peniche, Cristina Leitão, exigiu financiamento do Estado para avançar com obras nas arribas, salientando que a instabilidade, sobretudo na Consolação e no Baleal, agravou-se com o mau tempo.
“A situação das arribas já não era estável e agravou-se com o mau tempo”, afirmou Cristina Leitão, em declarações à agência Lusa.
Segundo a autarca, o município vai por isso solicitar uma reunião com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“Vamos pedir reunião à Agência Portuguesa do Ambiente para pedir apoios porque não temos condições no nosso orçamento”, adiantou.
Uma das situações que preocupa o município é, segundo a vice-presidente, a instabilidade da arriba norte na ilha do Baleal.
No relatório das ocorrências do mau tempo registadas no litoral, divulgado na passada quarta-feira, a APA reportou problemas de novas derrocadas que comprometem a estabilidade dessa arriba e a segurança de pessoas.
Por isso, referiu Cristina Leitão, o município quer que sejam feitos estudos que permitam concluir se o parque de estacionamento e a estrada têm ou não condições para receber automóveis.
Outro ponto de preocupação do município é a arriba junto ao Forte da Consolação, para onde a autarquia espera há vários anos por uma intervenção da APA, tendo até já sido realizados estudos geotécnicos.
“A instabilidade da arriba agravou-se devido a uma nova derrocada provocada pelo mau tempo e temos de adotar medidas”, salientou Cristina Leitão, que é também responsável pelo pelouro do Ambiente na Câmara de Peniche.
A autarca lembrou ainda que estão igualmente previstas pela APA obras de consolidação das arribas junto ao Bairro do Visconde, na cidade de Peniche, e na ilha das Berlengas, mas não foram ainda executadas.
No relatório da APA são ainda enumerados episódios de erosão costeira nas praias do Baleal, Gambôa, Molhe Leste, Supertubos, bem como problemas de instabilidade das arribas nas praias do Abalo, São João Baptista (ilha da Berlenga), Rochas e Salgueiro.
Já nas praias de São Bernardino e Frades, o mau tempo trouxe danos em obras de proteção costeira e agravou a instabilidade das arribas.







