
Reforço do cordão dunar na Praia do Pedrógão nas prioridades da APA
O reforço do cordão dunar a Norte e a Sul da Praia do Pedrógão, no concelho de Leiria, está nas prioridades identificadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) na sequência dos danos provocados pelo mau tempo.
A informação consta no relatório técnico com a síntese das ocorrências na faixa costeira de Portugal continental, que visa “avaliar os impactos das sucessivas tempestades ocorridas no presente inverno marítimo na faixa costeira de Portugal Continental, com particular enfoque no período abrangido pela 2.ª quinzena de janeiro e 1.ª quinzena de fevereiro”.
De acordo com o documento, divulgado na passada quarta-feira, a Praia do Pedrógão registou “episódios de erosão costeira, danos em obras de proteção costeira e galgamentos costeiros”, que originaram danos em estruturas de “proteção/defesa aderente” e “áreas construídas de fruição/ uso público, entre outros.
Já a Praia do Vigão apresentou “episódios de erosão costeira e danos em obras de proteção costeira”, originando o mesmo tipo de danos dos elencados para a Praia do Pedrógão. Para esta última, a APA propõe o reforço do cordão dunar, a Norte e a Sul, uma medida a executar a curto prazo, até dezembro de 2027.
No relatório lê-se que, na área de intervenção da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Centro, “de um modo geral, as principais ocorrências traduziram-se no forte recuo do cordão dunar a sotamar dos esporões e defesas aderentes, com danos estruturais consideráveis no tardoz ou no coroamento das últimas, danos parciais/destruição de inúmeros passadiços de acesso à praia e danos numa série de equipamentos e apoios de praia”.
Entre os quatro concelhos mais afetados desta ARH está Leiria. Os restantes são Ovar, Ílhavo e Figueira da Foz.
Segundo o documento da APA, encontra-se previsto um investimento na faixa costeira de Portugal continental na ordem dos 111 milhões de euros, que se divide por três horizontes temporais, de acordo com a tipologia do risco associado e medidas de mitigação a adotar em conformidade.
No imediato, e até ao início da próxima época balnear, a APA prevê um investimento de 15 milhões de euros, e até ao final do corrente ano um investimento de 12 milhões de euros, num total de 27 milhões de euros.
Até final de dezembro de 2027, para intervenções de curto prazo, estima um investimento de 31 milhões de euros; e a médio prazo, para além de janeiro de 2028, cerca de 53 milhões de euros.








