
Rota dos Açudes pretende valorizar zona sul de Castanheira de Pera
O município de Castanheira de Pera formalizou a consignação da empreitada da Rota dos Açudes, um investimento de 455.918,01 euros que pretende valorizar o sul do concelho e reforçar a oferta turística do território.
Com cerca de 5,5 quilómetros, a Rota dos Açudes será um percurso pedestre linear atravessando galerias ripícolas e ligando diferentes estruturas históricas do concelho.
Segundo o presidente da câmara, António Henriques Antunes, o objetivo é “evidenciar aquilo que de bonito e de património natural temos dentro da ribeira de Pera”, aliando a riqueza ambiental à memória industrial do concelho.
Este percurso pedestre vai iniciar na ponte dos Esconhais, na vila de Castanheira de Pera, percorrendo a Praia Fluvial das Rocas até aos Linhares, onde está em estudo a criação de uma nova praia fluvial, percorrendo a ribeira de Pera a sul do concelho. A rota pedestre pretende “evidenciar os grandes açudes” que estiveram na base do desenvolvimento do concelho, ligados ao turismo e à indústria, e que “hoje constituem um património inestimável”, destacou o autarca.
O projeto, apresentado segunda-feira, no Açude do Rapos, marcou o arranque formal da obra que cruza duas vertentes estratégicas: o turismo de natureza e o turismo industrial. Os açudes, que no passado alimentaram, através de rodas hidráulicas, as fábricas têxteis no final do século XIX, passam agora a integrar um percurso que permitirá aos visitantes conhecer de perto essa herança.
Para o autarca, esta intervenção assinala o início de uma nova estratégia para o território. “Este é o início de um novo ciclo estratégico. Vamos começar a potenciar o turismo a sul do nosso concelho”, afirmou, sublinhando o potencial ainda pouco explorado da zona sul.
António Henriques Antunes destacou a diversidade do concelho, contrapondo o norte, mais associado ao turismo de natureza, com o sul, onde se pretende agora apostar na valorização da ribeira de Pera e do património associado. “Temos um concelho pequeno, mas com uma diversidade enorme. A sul temos uma realidade diferente, mas com uma galeria ripícola riquíssima e um património industrial que queremos valorizar”, referiu.
Além da componente natural e histórica, o projeto prevê também a integração de elementos artísticos no âmbito de uma parceria com a arquiteta paisagista Marta Aguiar.
Para o presidente da Câmara, este projeto representa também uma resposta a uma ambição antiga da população local. “Era património que estava abandonado e que faz parte das nossas origens. Vai ser reconfortante perceber que estamos a valorizar e a qualificar todo este património”, concluiu.
A empreitada tem um prazo de execução de 240 dias, sendo expectativa do município que a obra esteja concluída até ao final do ano.







