
Centro de Saúde de Fátima foi renovado, mas 1.200 utentes continuam sem médico de família
A requalificação do Centro de Saúde de Fátima, inaugurada na quarta-feira, trouxe melhores condições para utentes e profissionais, mas não apaga uma das maiores fragilidades do território: 1.200 utentes continuam sem médico de família, enquanto no concelho de Ourém esse número ascende a cerca de 16 mil utentes, alertam os autarcas.
A obra, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em cerca de 1,8 milhões de euros, permitiu modernizar infraestruturas, melhorar acessos e introduzir novas valências num equipamento considerado essencial. Ainda assim, o momento de celebração foi também de reivindicação. “Apesar dos importantes avanços, subsiste um desafio que não podemos ignorar: num centro de saúde que atualmente tem oito médicos, temos ainda cerca de 1.200 doentes sem médico de família”, alertou o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Neves, acrescentando que Fátima é hoje “uma freguesia em crescimento contínuo” . “A saúde não pode esperar, os cidadãos de Fátima merecem o melhor”, rematou.
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