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Celine Dion - Um regresso… “à grande e à francesa”

Abril 1, 2026 . 14:00
Opinião de António Ramos: "Celine Dion "arrasou" literalmente, o Hyde Park em Londres, naquele que seria o seu último concerto na Europa, um concerto irrepreensivelmente memorável."

Foi uma das mais bem-sucedidas campanhas promocionais efetuadas numa única cidade, com gigantescas repercussões internacionais. Vários pequenos excertos de canções surgiram nos últimos dias em painéis espalhados pela cidade de Paris, lançando de imediato noticias e palpites sobre o eventual regresso de Celine Dion. Porque todos os textos remetiam para Celine Dion.

Esta 3ª feira, Paris confirmou-se como o centro do universo musical, com a contagem decrescente na Torre Eiffel, para a informação esperada: Celine Dion voltava aos palcos depois da pandemia, depois da grave doença que a afastaria, de forma quase definitiva, dos palcos e que levou – juntamente com a pandemia - ao cancelamento da sua tournée mundial prevista para 2020/2021.

Tudo em grande estilo, ou não se tratasse de Paris, afinal a única cidade onde nestes seis anos atuou uma única vez (nos Jogos Olímpicos de 2024), que a volta a receber, desta feita com 10 concertos na La Defense Arena (com início em 12 de setembro), onde estarão 45.000 pessoas todas as noites. Ontem, 3ª feira, as inscrições para a pré-venda de bilhetes tinham disparado de forma alucinante.

Depois desta introdução, devo referir que Celine Dion nunca fez parte do meu universo musical de preferências. Em 2019, estava em Londres para um outro concerto, tal como o de Celine, integrado no British Summer Festival no Hyde Park, quando alguém sugere…”já que aqui estamos, porque não vamos ver o concerto de Celine Dion?” Ok… vamos lá.

E fomos. E logo aos primeiros acordes, os meus (pre)conceitos musicais desmoronaram-se de imediato, porque estava em frente a um vulcão vocal secundado por um leque de músicos de excelência, que arrasou por completo os cerca de 70.000 espetadores presentes (circulam vídeos no Youtube que o comprovam de forma clara).

Durante aquela tarde/noite, a cantora canadiana fez uma viagem alucinante pelos êxitos que todos conhecem, com passagens brilhantes por Prince (Purple Rain), Tina Turner (River Deep Mountain High), Nilsson (All by myself) para terminar em paz (fica sempre bem e afinal acaba sempre por se justificar falar de paz) com John Lennon (Imagine).

Na altura escrevi que “foram duas horas alucinantes, de emoções várias, de um rigor e talento únicos. Simplesmente arrebatador. Parece piroso, mas foi... fabuloso”. Celine Dion "arrasou" literalmente, o Hyde Park em Londres, naquele que seria o seu último concerto na Europa, um concerto irrepreensivelmente memorável. Entrei com a sensação de "fazer o favor de ir", sai com a certeza de querer voltar a vê-la...

Continuo com essa vontade…

Abril 1, 2026 . 14:00

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