
PR diz ser preciso transformar memória em medidas de prevenção
O Pão cozido em forno de lenha e um mel tradicional. As ofertas da Associação de Vítimas do Incêndio em Pedrógão Grande em jeito de agradecimento pela visita do Presidente da República ao norte do distrito foram acompanhadas pelo desejo de que António José Seguro tenha “mandatos tranquilos”, “calmos” e sem intempéries.
“Não posso prometer que seja calmo”, respondeu o Chefe de Estado, que junto ao Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017, em Pedrógão Grande, cumpriu um minuto de silêncio e depositou uma coroa de flores.
O monumento homenageia as 115 vítimas mortais dos fogos de junho e outubro desse ano, contendo os seus nomes gravados.
Depois de uma breve explicação sobre o memorial, Dina Duarte pediu a Seguro, “dentro do seu grande magistério de influência, que faça com que não haja outros 2017”.
“Este memorial tem demasiados nomes. Não tinha de ser assim e não pode ser assim. Não foi só esta região que ficou marcada, o país inteiro ficou marcado profundamente com o que aconteceu com este flagelo dos incêndios. Vidas interrompidas, sonhos completamente perdidos, casas devastadas, sofrimento, famílias que ainda hoje sentem essa marca dentro de si próprias. E nós temos que tirar daqui a melhor lição, já que não podemos dar vida a quem a perdeu. E a melhor lição é prevenir e, se possível, evitar que situações destas voltem a acontecer no nosso país. Essa tem sido uma das preocupações desta Presidência Aberta”, afirmou o Chefe de Estado, defendendo uma melhor gestão do território, através da prevenção.







