
Aguiar-Branco admite atrasos nos apoios e diz que este “é o momento de ação”
O presidente da Assembleia da República (AR), admitiu na segunda-feira que os apoios às vítimas da depressão Kristin “não chegam tão depressa” quanto previsto, defendendo que este é “o momento de ação” para tornar mais eficaz a execução das medidas no terreno.
No final de uma reunião de trabalho com autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), no âmbito de uma visita às zonas afetadas pela depressão, na segunda-feira, José Pedro Aguiar-Branco, reconheceu que o problema na demora no pagamento e aprovação dos apoios passa pela afinação da compatibilidade entre as medidas políticas e a sua execução no terreno.
“O problema muitas vezes nem sequer é a medida ou solução política que está tomada é a sua execução e a sua eficiência em ser executada e poder traduzir num resultado concreto para aqueles que são afetados”, disse o presidente da AR aos jornalistas.
Para Aguiar-Branco, “tudo o que se possa fazer para que esse resultado concreto chegue às pessoas, foi sinalizado como elemento que precisa de ser trabalhado”.
“Creio que os grupos parlamentares levam aqui muita informação relevante para que possam também, por via das iniciativas que podem tomar, ajudar a que isso aconteça”, sublinhou.
O presidente da AR considerou que há medidas políticas e soluções que “estão corretas, mas que depois na sua execução, naquilo que tem a ver com a sua operacionalização, foram detetadas situações que mostram que [os apoios] não chegam tão depressa quanto a medida está desenhada”.
A segunda figura do Estado português disse ter encontrado os autarcas dos concelhos mais afetados pela tempestade com “espírito construtivo” e com vontade de encontrar soluções e resolver os problemas. “Este não é o momento de fazer balanços, é o momento de ação e de poder, em relação ao que está no terreno e na dimensão operacional, fazer aquilo que torne tudo mais eficiente”, frisou.
Na sua visita ao distrito de Leiria, o presidente do Parlamento fez-se acompanhar das direções dos grupos parlamentares, o que, na sua opinião, “reforça a importância e a visibilidade” que a Assembleia da República dá neste momento, além de “ser uma forma de mostrar proximidade entre eleitores e eleitos”.
Em declarações ao nosso jornal, o presidente da CIMRL, Jorge Vala, deu conta de que os autarcas da região manifestaram preocupação com atrasos nos apoios às famílias que já submeterem as suas candidaturas.“Há aqui atrasos no pagamento efetivo por parte das CCDR (Comissão de coordenação e desenvolvimento regional)”, lamentou.
Jorge Vala adiantou que os autarcas se sentiram ouvidos, manifestando a expectativa de que a visita venha a dar frutos. “O presidente da Assembleia da República vem ao território para nos ouvir e o objetivo está plenamente cumprido. Tornaram esta visita plural”.
Antes da reunião com os autarcas, Aguiar-Branco e a comitiva visitaram o Gabinete Reerguer Leiria, no Mercado Santana, onde ficaram a par do trabalho feito pelos técnicos na análise da documentação das candidaturas aos apoios.








