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Financiamento de 650 mil euros para reerguer o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria

Sete corporações de bombeiros afetadas pelo mau tempo vão beneficiar no total de 1,8 ME no âmbito do financiamento colaborativo “Reconstruir a Região Centro Juntos!”, divulgou hoje a Estrutura de Missão para a reconstrução da região

O maior montante (650 mil euros) é para reerguer o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, seguindo-se a recuperação do quartel dos Voluntários de Penela (455 mil euros) e do dos Voluntários de Monte Redondo, este também do concelho de Leiria, com 300 mil euros.

Os projetos das sete associações humanitárias - incluem-se também a Argus (Arganil), Voluntários e Brasfemes (ambas de Coimbra) e Voluntários de Alcoutim – integram o lote de 28 que já estão financiados a 100%.

“Neste momento, dos 73 projetos disponíveis na plataforma, 28 projetos encontram-se já financiados a 100%, num total de mais de 3,2 milhões de euros, evidenciando o forte envolvimento da sociedade civil e a eficácia deste modelo na resposta às necessidades identificadas nos territórios afetados”, referiu, numa nota de imprensa, a Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.

De acordo com esta entidade, coordenada por Paulo Fernandes, “os projetos apoiados abrangem áreas essenciais como a reconstrução de equipamentos e infraestruturas, o apoio a associações e instituições locais, a dinamização da economia e da vida comunitária, bem como o reforço da resiliência do território, complementando outros programas e instrumentos públicos de recuperação em curso”.

No lote de 28 projetos com 100% de financiamento contam-se sete do concelho de Leiria, igual número da Marinha Grande e três de Pombal.

Coimbra, Ourém, Alcoutim e Alcácer do Sal têm dois projetos cada, enquanto os restantes três projetos financiados na totalidade dividem-se por Porto de Mós, Arganil e Penela.

Desde 01 de março que está disponível a plataforma digital de financiamento colaborativo https://ppl.pt/reconstruir, para “mobilizar cidadãos, empresas e organizações no apoio a projetos de recuperação e transformação sustentável nos territórios afetados” pelo mau tempo, segundo informação do Governo.

A plataforma, destinada, exclusivamente, ao financiamento de projetos de utilização coletiva, é “um mecanismo complementar aos apoios públicos já mobilizados, não sendo admissível a duplicação de financiamento para as mesmas despesas”, adiantou o Governo.

Um mês depois, a Estrutura de Missão anunciou que um primeiro grupo de 37 propostas para financiamento tinha sido submetido na plataforma colaborativa desenvolvida em parceria com a PPL, após instruídas e validadas por aquela entidade.

Segundo a Estrutura de Missão, a atualização hoje anunciada “corresponde à segunda fase desta iniciativa, que consolida o papel do financiamento colaborativo enquanto mecanismo contínuo, flexível e orientado para resultados concretos no terreno”.

“A plataforma permanece aberta à submissão de novos projetos, que são disponibilizados para financiamento de forma contínua, permitindo responder a necessidades emergentes e acompanhar o processo de reconstrução de forma dinâmica”, adiantou, salientando “o papel fundamental da mobilização contínua de cidadãos, empresas e instituições, cujo envolvimento ativo tem sido decisivo para impulsionar a recuperação e fortalecer a capacidade de resposta dos territórios afetados”.

Abril 23, 2026 . 15:47

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