
Luís Filipe Coito
“Impotência brutal” perante uma tempestade que não era como as outras
Para a chefe de sala de operações e comunicações, a destruição causada pela tempestade força a “uma reavaliação de prioridades e uma reconstrução que vai muito além do asfalto e dos telhados”
Carla Marques pensou que a Kristin seria como a Leslie ou outras que já atingiram Leiria – atendendo às informações do IPMA –, mas rapidamente percebeu que estava enganada. Bastou ouvir o vento às cinco da manhã, “de tão assustador que era”.
“Apercebi-me que já tinha estragos em casa e que o telhado do prédio estava a ser varrido”, lembra. Foi quando a tempestade acalmou, perto das seis da manhã, e conseguiu sair para a rua para ir para o Comando Sub-regional de Leiria, que a chefe de Sala de Operações e Comunicações (SALOC), de 57 anos, percebeu o rasto de destruição até lá chegar.
“Era desolador”. A grande preocupação foi perceber como estavam os colegas que estavam a trabalhar, temendo que o comando tivesse sofrido danos.
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Maio 22, 2026 . 16:15








