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Castelo e Paço dos Condes em Ourém reabriram após primeira fase de obras

Depois dos danos provocados pela depressão Kristin, foram investidos meio milhão de euros na primeira fase das obras de recuperação

O Castelo e Paço dos Condes, em Ourém, que sofreram danos devido à depressão Kristin, reabriram na quinta-feira, após a primeira fase de obras.

“Nesta primeira fase, estamos a ter um investimento de cerca de meio milhão de euros, para recuperar toda a cobertura do Paço dos Condes, bem como o piso, que também ficou deteriorado, e toda aquela área”, afirmou à agência Lusa o presidente do município de Ourém, Luís Albuquerque.

Segundo o autarca, numa segunda fase, a autarquia terá de “recuperar também os torreões”, especificando com a cobertura e “todo o interior, que também ficou muito danificado”.
Para a primeira fase, e de forma a obter apoio, a Câmara apresentou “uma candidatura num aviso que abriu na área cultural”, aproveitando “para apresentar outros prejuízos” que registou noutros imóveis, como o Museu Municipal ou a Oficina do Património, que “também sofreram danos consideráveis”.

“Mas, até ao momento, não temos conhecimento de qualquer decisão sobre o mesmo [aviso]”, referiu.

Reiterando que o concelho registou muitos prejuízos e há “muitas coisas para fazer ainda” no âmbito da recuperação, o autarca declarou que, no caso do Castelo e Paço dos Condes, pretendeu-se dar “alguma prioridade, porque se aproxima a época alta de visitas”.

“Pareceu-nos que era importante que, no início do verão, tivéssemos já o edifício apto para poder receber os turistas que nos visitam, num espaço que é icónico e que é fundamental em todo aquele edificado histórico”, declarou.

Segundo o autarca, em termos administrativos houve a possibilidade de ter “alguma celeridade de contratação”, o que foi feito “junto da empresa que também recuperou todo aquele edificado no passado”.

“Por isso, foi possível, também com esforço grande da empresa, porque os prazos eram muito apertados”, reconheceu Luís Albuquerque.

A sessão de reabertura do Castelo e Paço dos Condes de Ourém contou com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Citada numa nota partilhada pelo município de Ourém, nas redes sociais, recordou a visita realizada ao local poucos dias depois da intempérie, sublinhando o impacto dos estragos então verificados e a importância da recuperação agora concretizada.

A governante destacou o “extraordinário trabalho” realizado em tão pouco tempo, admitindo a emoção de regressar a um espaço que, após a tempestade, tinha deixado todos “com o coração partido”.

A ministra salientou ainda que o Castelo e Paço dos Condes não representa apenas um património de valor incalculável, mas também uma “parte essencial da identidade coletiva de Ourém e da região”.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, destacou a importância da reabertura e referiu que a recuperação do Castelo e Paço dos Condes foi, desde a primeira hora, uma prioridade para o município, quer pelo valor histórico e identitário do espaço, quer pela proximidade da época alta de visitas.

O autarca recordou que, desde a requalificação de 2021, o Castelo e Paço dos Condes tem vindo a afirmar-se como um dos principais polos culturais e turísticos do concelho, tendo recebido cerca de 80 mil visitantes registados na receção.

Junho 8, 2026 . 13:30

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