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Comércio em Leiria pronto para celebrar Portugal

Com Portugal prestes a entrar em campo, a expectativa é que o primeiro jogo da seleção transforme os bares e restaurantes espalhados por Leiria em pontos de encontro para adeptos de todas as idades e nacionalidades

As bandeiras já estão penduradas e o ecrã montado domina a Esplanada do Jardim, no Jardim Luís de Camões, em Leiria. No dia em que Portugal se estreia no Mundial 2026 contra a República Dominicana do Congo pelas 18h00, os cafés, bares e restaurantes da cidade preparam-se para receber centenas de adeptos que procuram um lugar para viver o jogo em comunidade.

Se, até agora, foram sobretudo os encontros das seleções do Brasil, Marrocos ou Cabo Verde a mobilizar diferentes comunidades residentes em Leiria, os comerciantes acreditam que será a entrada em cena da equipa das ‘quinas’ a dar início ao verdadeiro ambiente de Mundial.

Na Esplanada do Jardim, os sinais desse entusiasmo já são visíveis. O jogo do Brasil atraiu dezenas de adeptos e até encontros menos mediáticos surpreenderam pela afluência. “O jogo do Brasil foi um movimento muito bom. O de Portugal, apesar de ter sido um amigável, também foi muito bom”, conta Kleber Ferreira, chefe de sala do estabelecimento.

A presença das várias comunidades que vivem na cidade tem sido uma das marcas dos primeiros dias do torneio. Num dos jogos transmitidos no espaço, a comunidade cabo-verdiana encheu grande parte da esplanada. Noutro, brasileiros e marroquinos partilharam o mesmo recinto sem qualquer incidente.

Para responder ao aumento esperado da procura, o espaço reforçou as equipas, preparou um menu específico para os dias de jogo e aumentou os stocks de bebidas e petiscos. O objetivo é garantir um serviço mais rápido durante as partidas. “Fizemos um menu mais simples para as coisas saírem mais rápido. É para toda a gente estar satisfeita e ninguém passar sede”, explica.

Apesar da forte aposta no Mundial, Kleber Ferreira acredita que o verdadeiro teste chega agora. “A expectativa é grande. Está tudo reforçado porque acreditamos que o jogo de Portugal vai ser forte”, afirma.

A poucos metros dali, no Mercado Santana, a Taberna de Portugal também se prepara para uma noite de casa cheia. Aberto desde abril deste ano, o espaço decidiu transmitir todos os jogos da Seleção Nacional e os encontros mais relevantes da competição. A decisão surgiu tanto pelo potencial de negócio como pelo ambiente que o futebol cria.

“Acho que é a afluência, mas também a vibração que existe à volta do Mundial”, explica Mónica Ferreira, sócia-gerente do estabelecimento.

O jogo do Brasil foi, até ao momento, o que gerou maior movimento. “Tivemos aqui muitos brasileiros. Eles vivem muito o futebol e nota-se no ambiente”, conta.

Para captar os adeptos, o estabelecimento lançou várias promoções associadas aos jogos. Além do habitual período de ‘happy hour’, a Taberna de Portugal criou campanhas específicas para os dias em que joga Portugal, incluindo descontos na imperial e prémios atribuídos através da compra de caixas de cerveja.

Os primeiros resultados já são visíveis. “Ainda é cedo para fazer balanços, mas nota-se um aumento. Há mais movimento e mais consumo”, refere a responsável. Também a equipa foi reforçada para responder à procura. Nos jogos da Seleção de Portugal, o número de trabalhadores aumenta significativamente face ao habitual. “Quando joga Portugal reforçamos sempre. Já sabemos que vai haver diferença”.

Enquanto alguns espaços apostam forte na transmissão dos encontros, outros preferem uma postura mais prudente. É o caso de ‘Os Filipe’s Bar’, onde a televisão existe, mas os jogos não têm sido uma prioridade.

Filipe Oliveira, sócio-gerente do estabelecimento, decidiu não transmitir os primeiros encontros do Mundial2026. A opção surgiu por receio de eventuais problemas associados à concentração de adeptos de diferentes nacionalidades, numa altura em que considera existir falta de meios policiais para responder a possíveis ocorrências. “Foi mesmo por motivos de segurança. Achei que, neste momento, temos de nos acautelar de algumas situações que podem acontecer”, explica. Apesar dessas reservas, o empresário reconhece que os receios não se confirmaram até agora.

Ainda assim, Filipe Oliveira considera que o impacto do Mundial nos negócios continua por medir.

Até ao momento, não notou alterações significativas na afluência ao espaço, mas acredita que a situação poderá mudar a partir desta noite. “Acho que é porque Portugal ainda não jogou”, afirma.

Junho 17, 2026 . 13:00

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