
Projeto de apadrinhamento intergeracional quer combater solidão
O município de Castanheira de Pera prevê iniciar no último trimestre do ano um projeto de apadrinhamento afetivo intergeracional, que visa combater a solidão de seniores.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara, António Henriques, afirmou que o “objetivo principal deste projeto é misturar miúdos com graúdos, é fazer duas coisas que são muito importantes, em primeiro o combate à solidão”.
“O facto de as pessoas, muitas vezes, já a partir de uma certa idade, terem poucos familiares ou os familiares terem pouca disponibilidade pelo simples facto de não estarem no nosso concelho, é muito importante que essas pessoas tenham um acompanhamento e tenham alguém com quem conversar”, referiu.
Segundo António Henriques, o projeto passa por estas pessoas poderem “ter alguém que sabe que vai estar ali com elas durante algum tempo a conversar sobre coisas, sobre a vida delas”.
“Depois, naturalmente, tem a segunda parte, que é haver uma troca de conhecimento entre gerações e alertar as novas gerações para a necessidade de não se esquecerem dos mais seniores”.
O presidente da Câmara de Castanheira de Pera disse esperar que “o projeto corra bem e o correr bem quer dizer que as pessoas que mais necessitam estão devidamente acompanhadas”.
“A grande contrapartida deste projeto é precisamente [os jovens] terem o privilégio de fazer parte de uma comunidade que não se esquece daquele que está ao seu lado e, portanto, este é um projeto social de comunidade”, realçou António Henriques.
A iniciativa, denominada ‘Laços que ficam’, quer “fazer perceber às gerações mais novas que todos fazem parte da comunidade, que se pode aprender com os mais seniores e que os mais seniores não podem ser esquecidos”, explicou o autarca.
“A palavra solidão, mais do que a palavra, o sentimento não é positivo e afeta bastante uma franja grande da nossa comunidade”, observou António Henriques, assinalando que “o grande prémio deste projeto para quem participa nele é saber que está a fazer um trabalho social de integração de todos”.
Com dois públicos-alvo, jovens e seniores, “uns para que não sintam a tal solidão e os outros para que aprendam também com os mais seniores e possam desenvolver competências também nesse âmbito”, o projeto deverá estar no terreno no último trimestre do ano. “Foi lançado agora o regulamento, estará em consulta durante os próximos 30 dias. Contamos que em setembro tenhamos condições para aprovar este projeto em Assembleia Municipal, para depois começar a efetivá-lo”, declarou o autarca António Henriques.







