
PJ detém quatro suspeitos de fraude contra a Segurança Social
A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou, hoje, uma operação policial, nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria, para cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, incluindo três consultórios médicos, tendo sido detidos quatro suspeitos, entre os quais três profissionais de saúde, fortemente indiciados pela prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento qualificada, fraude contra a Segurança Social qualificada e burla qualificada. Foram, ainda, constituídos nove arguidos.
Segundo a PJ, os factos em investigação reportam-se ao período compreendido entre 2020 e a presente data, existindo “fortes suspeitas” de que um grupo alargado de pessoas, incluindo profissionais de saúde, “tenha participado na execução de um plano criminoso, através do qual conseguiram que a Segurança Social viesse a atribuir indevidamente, a inúmeros beneficiários, prestações sociais relativas a pensões de invalidez e pensões por doença profissional”.
“Estima-se que o prejuízo causado ao erário público em resultado deste esquema criminoso possa ascender a centenas milhares de euros”, detalha a PJ, numa nota de imprensa.
As buscas foram executadas por 88 Inspetores e 11 Especialistas de Polícia Científica, contando ainda com a participação de quatro Juízes de Instrução Criminal e 10 Procuradores do Ministério Público.
Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
O inquérito é titulado pelo DIAP Regional de Lisboa.







