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A partidarização do Estado

Julho 20, 2026 . 17:30
Opinião: “Este ministro teve o mérito e a coragem de avançar com esta reforma que se sabia ser necessária, quando poderia não ter corrido esse risco e deixar a proposta na gaveta, como o PS fez com quase tudo durante oito anos”.

Tenho bastante simpatia pelo ministro da Educação Fernando Alexandre, que no contexto dos diferentes governos que temos tido, considero ser um bom ministro. Razão de pensar excessiva a campanha que está a ser levada a cabo contra ele com base no tema da digitalização dos exames e dos problemas envolventes. Há várias razões para considerar que o debate político sobre os problemas havidos está fora do contexto adequado e que os problemas encontrados resultam mais da ausência de organização do Estado do que culpa do ministro e pelas seguintes razões:

1-Num país normal cada ministro define as acções a desenvolver e o seu timing e delega na administração pública a sua execução através de uma direcção geral e sob o controlo de um secretário de Estado, porque os diferentes ministros não têm de ser especialistas da execução de tudo aquilo que decidem. Não é essa a sua função.

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