
“Celebramos este dia com receio de que amanhã não haja quem faça calçada”
A primeira celebração do Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa decorreu esta terça-feira, em Porto de Mós, numa altura em que a profissão enfrenta uma das maiores crises de sempre. Enquanto a candidatura da ‘Arte e Saber-fazer da Calçada Portuguesa’ a Património Cultural Imaterial da Humanidade avança na Comissão Nacional da UNESCO, autarcas, representantes da Associação da Calçada Portuguesa (PORPAV) e profissionais alertam para a falta de calceteiros capazes de assegurar a continuidade deste património.
A celebração ficou também marcada pela inauguração de um mural do artista Bruno Escória, instalado no Fórum Cultural de Porto de Mós, onde decorreu a tertúlia. A obra retrata um calceteiro em plena atividade, tendo como pano de fundo a serra, numa referência à extração da pedra calcária que dá origem à calçada portuguesa. Natural de Porto de Mós, o artista explicou que apresentou a ideia ao município depois de saber da criação do Dia Nacional, tendo demorado cerca de 90 horas a concluir o mural.
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