Última Hora
Pub Dl Ipcb Cursos 20260527
Pub Dl Opticone 20260611
Pub Dl Inova Webinar 20260611
Pub

Aumentou percentagem de jovens que legitima violência no namoro

Do total de jovens participantes 75% não consideram violência um dos 15 comportamentos referidos no inquérito

Um estudo nacional sobre Violência no Namoro hoje apresentado no Porto revelou que, face a 2024, aumentou a legitimação de comportamentos abusivos como controlo, violência psicológica ou perseguição, com exceção da violência física.

Do total de jovens participantes (6.732, entre os 12 e os 22 anos, com idade média de 15 anos, em escolas portuguesas), 75% não consideram violência um dos 15 comportamentos referidos no inquérito, o que leva a coordenadora do estudo a defender uma intervenção do Ministério da Educação no sentido de criar “um ambiente seguro e de bem-estar nas escolas”.

Isto é muito grave, são três quartos da população juvenil. E, por isso, a nossa primeira recomendação é o Ministério da Educação tomar isto em conta e emitir medidas. Há anos que lutamos por medidas de política educativa para a prevenção da violência nas escolas com pessoas especializadas na área da violência e na área da pedagogia”, afirmou Maria José Magalhães, da União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

Outras recomendações são “o aumento do financiamento para o alargamento da intervenção da prevenção primária com especialistas na área da violência e na pedagogia em todo o país” e “a difusão, nomeadamente ao nível governamental, de uma política de violência zero, tolerância zero à violência”.

De acordo com o estudo da UMAR, os jovens não identificam como violência no namoro o controlo (63,6%), a perseguição (35,4%), a violência psicológica (35,3%), a violência sexual (34,2%), violência através das redes sociais (19,4%) e violência física (8,8%).

Por exemplo, 43,8% considera legítimo que o outro pegue no telemóvel ou entre nas redes sociais sem a sua autorização.

No que se refere à legitimação, a análise por género revela que os rapazes legitimam em maior percentagem todas as formas de violência, comparativamente ao género feminino.

Em relação aos indicadores de vitimação, 66,3% dos jovens disse já ter experienciado, pelo menos, um dos indicadores de violência, sendo os mais frequentes o insulto durante discussão (32,5%) e a proibição de estar ou falar com amigos (29,2%).

Em conferência de imprensa, as investigadoras consideraram “muito preocupantes” os números de vitimação entre os jovens, nomeadamente no que diz respeito a controlo e violência psicológica.

Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto ART’THEMIS+ (Jovens Protagonistas na Prevenção da Violência e na Igualdade de Género), com recurso à aplicação de um questionário sobre violência no namoro aprovado pelo Ministério da Educação.

Da amostra total de jovens (6.732), 53,8% eram raparigas, 44,9% eram rapazes, 0,8% de outras identidades (inclui pessoas não binárias, género neutro, género fluído, terceiro género e ‘queer’, entre outros) e 0,5% não responderam.

Fevereiro 14, 2025 . 15:18

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right