Opinião: Recorrer à Justiça não resolve nada
O primeiro-ministro Luís Montenegro e o secretário-geral do PCP Paulo Raimundo resolveram inovar na vida política nacional ao decidirem recorrer a justiça para resolverem conflitos políticos e ainda que tenha sido por razões diferentes, prevejo que as queixas lhes sejam devolvidas. De facto, não vejo como é que a justiça pode evitar que o Chega faça ataques políticos indecorosos, ou possa evitar que o José Rodrigues dos Santos faça entrevistas com uma notável dose de agressividade. Pessoalmente, penso que em ambos os casos os queixosos fariam melhor em recorrer à opinião pública e à luta política na tentativa de convencer os eleitores das suas posições e não o fazendo receio que a justiça não faça grande coisa para alterar os resultados das próximas eleições.
Luís Montenegro faria melhor em confrontar o Chega com as suas próximas desgraças e mostrar aos eleitores que aquela forma de fazer política suja não resolve o problema dos baixos salários ou da saúde e que é ele que os pode resolver e não o Chega. Poderia mesmo acrescentar que os votos que os portugueses deram a André Ventura não servem para nada, porque o Chega como partido do protesto terá o mesmo destino do PCP, ou seja, uma morte lenta. Poderia mesmo acrescentar que é o PSD que está em posição de resolver muitos dos problemas que os eleitores do Chega têm nas suas vidas e que se o Chega quiser ter alguma autoridade na resolução dessas dificuldades vividas pelos seus votantes, seria melhor que fizesse alguma coisa para isso e não será através de insultos que o conseguirá. De facto, a continuar assim, o Chega apenas contribuirá para que o PS possa impedir com o seu esquerdismo a melhoria da vida dos portugueses.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:





