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Intervenção na floresta de Alqueidão da Serra com execução de 20%

[COM VÍDEO] Porto de Mós, foi um dos primeiros territórios do país a avançar com com uma Área Integrada de Gestão da Paisagem (AIGP), que visa uma abordagem territorial para dar resposta à necessidade de ordenamento e gestão da paisagem.

Alqueidão da Serra, freguesia do concelho de Porto de Mós, foi um dos primeiros territórios do país a avançar com com uma Área Integrada de Gestão da Paisagem (AIGP), que visa uma abordagem territorial para dar resposta à necessidade de ordenamento e gestão da paisagem, e as mudanças já são evidentes no terreno, com cerca de 20% da intervenção concretizada.

A freguesia de Alqueidão da Serra viu aprovada a Operação Integrada de Gestão da Paisagem, em março de 2024.

Hoje, à margem da visita a uma área que integra a AIGP, onde também participou o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, o engenheiro ambiental, Miguel Santos, adiantou ao nosso jornal que a execução da Operação Integrada da Gestão da Paisagem (OIGP) arrancou em setembro de 2024 e até agora estão já executados no terreno cerca de 20%.

Miguel Santos revelou que o trabalho começou a ser concretizado “pelas situações mais difíceis”, nomeadamente pelos terrenos baldios. “Iniciámos as operações com a construção de áreas estratégicas de mosaicos de gestão de combustível, limpezas de matos e matagais que têm de ser feitas com o objetivo de reduzir a velocidade dos incêndios e na sua intensidade em locais estratégicos da freguesia", salientou.

O também responsável por aquela AIGP, que abrange a totalidade dos 2210.30 hectares da freguesia de Alqueidão da Serra, adiantou que a equipa iniciou a “segunda maior intervenção que é a beneficiação de pinheiros bravos”.

Uma das particularidades das AIGP, é que os proprietários dos terrenos são apoiados financeiramente para que também eles possam ajudar a zelar pela floresta e em Alqueidão da Serra há uma participação bastante ativa. “O proprietário pode escolher se quer ser ele a gerir as próprias parcelas de terreno ou se entrega à entidade gestora. Aqui no Alqueidão querem ser eles a fazer a sua gestão dos sues terrenos e recebem valores justos”, realçou.

Miguel Santos assegurou ainda que até junho de 2026, 50% da AIGP estará concretizada, até porque “aquilo que está previsto ser executado já está adjudicado a empresas ou já há contratos com os proprietários”.

Segundo o responsável, são os medronheiros e os pinheiro mansos que predominam na AIGP, sendo que Alqueidão da Serra “tem já uma floresta bastante diversificada”. No entanto, ressalvou, “necessita de beneficiação”. “Todos estes povoamentos florestais necessitam de ser bem geridos e cuidados”, concluiu.

Já o presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, começou por sublinhar a importância da prevenção e de "investir no combate". “Finalmente, há instrumentos que possam apoiar as regiões e só territórios para poderem desenvolver projetos desta dimensão. Estamos a fazer um trabalho de criar resiliência no território, de organizar a floresta e, sobretudo, dar-lhe uma vida diferente que é passível de amanhã ter compensações financeiras para quem fere o território”, frisou.

Durante a visita ao terreno, o secretário de Estado das Florestas elogiou o “bom trabalho” e as intervenções já bem evidentes no terreno, alertando para a necessidade de “preservar” a mancha florestal.

A comitiva passou ainda pelo Parque da Valicova, que dispõe de uma “grande mancha” de carvalhal,  e que é também um exemplo de transformação. “Falta efetivamente limpá-la, tratá-la e preservá-la”, adiantou o autarca Jorge Vala.

Veja o vídeo:

Abril 10, 2025 . 17:30

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