
Contas do município aprovadas por maioria
As contas do município de Leiria foram aprovadas em Assembleia Municipal. A aprovação aconteceu na passada quarta-feira, com críticas ao executivo municipal, que segundo os deputados prefere ter excedente do que empregá-lo no apoio à população e empresários.
A dívida do município de Leiria ficou abaixo dos 10 milhões de euros (ME) em 2024, com um prazo médio de pagamento de quatro dias e sem nunca ter recorrido a qualquer tipo de empréstimo. A autarquia terminou 2024 com uma dívida de 9.439.212,02 euros. Registou ainda um saldo global positivo de 30,6 milhões de euros, sendo a poupança corrente de 25,2 milhões de euros.
Para o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, os números confirmam “a preocupação do executivo, que era desenvolver o concelho, investir, aumentar a qualidade de vida das pessoas, sem comprometer as finanças do município”.
“É obra. Conseguir passar a pandemia, conseguir passar a crise inflacionista, ter ritmo para investir no PRR, conseguir dar suporte ao aumento dos preços da despesa corrente, associado ao aumento do custo de mão-de-obra, dos diversos materiais e serviços externos”, afirmou Gonçalo Lopes, recordando os vetores de investimento do atual executivo: investir sem comprometer as contas, com novas áreas de investimento que não são competências da Câmara, nomeadamente a segurança e a saúde, a par da aposta na mobilidade, segurança rodoviária e educação.
Para o deputado municipal da Iniciativa Liberal, Telmo Marques, “o saldo deveria estar a ser aproveitado para aliviar a carga fiscal dos cidadãos e dinamizar a economia local”. “Não se observa qualquer esforço sério nesse sentido”, concluiu, dando, contudo “mão à palmatória pelas contas certas”. Mas, não é saudável o excedente excessivo de 30 milhões de euros”, salientou, anunciando o voto contra.
Nuno Violante, do PCP, considerou igualmente o saldo “muito elevado”, criticando a gestão “pouco cuidada, sem coerência, de intervenção criticáveis”, lamentando o “peso insignificante” no conjunto da despesa municipal do planeamento urbanístico, urbanização, meio ambiente e património natural, pelo que apreciação é “negativa” e o voto contra.
Voto contra foi ainda anunciado pelo Chega, que pela voz do deputado Luís Paulo Fernando, quis dizer aos leirienses que “em quatro anos, a receita aumenta e quase dobra porque o IRS está à taxa máxima”. “Este executivo não quis auxiliar as condições de vida dos leirienses”, lamentou.
Destaque ainda para a intervenção do deputado socialista Manuel Cruz, que aplaudiu a “prudência e persistência” do atual executivo, deixando uma palavra ao presidente da Câmara, que “tem sido inteligente na leitura dos tempos atuais”. “Tem-se mostrado prudente nas despesas, mostrado visão nos investimentos. Merece inteiramente a nossa aprovação”, disse.








