Política Energética e Riscos de Apagão
Atualmente, não existe um planeamento energético eficaz capaz de prever e simular o mercado de energia, garantindo investimentos que mantenham altos níveis de segurança, competitividade e baixo impacto ambiental. O Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030) e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 (RNC 2050) adicionaram capacidade renovável sem considerar alternativas, subestimando a fragilidade causada pela falta de inércia síncrona no sistema. Esses instrumentos de política energética foram fortemente influenciados pelas Diretivas europeias, sem antever o impacto dos preços nulos ou negativos durante períodos de sobreprodução em relação à procura.
Os preços nulos ou negativos são uma consequência direta da intermitência das fontes renováveis, como solar e eólica. Para produzir a mesma quantidade de energia, essas fontes exigem três a quatro vezes mais potência instalada do que as soluções tradicionais, operando numa janela limitada de horas por ano e gerando excedentes que o mercado não consegue absorver. Isso representa um grande obstáculo para a viabilidade de novos investimentos no setor, comprometendo de forma definitiva as metas estabelecidas pelo PNEC 2030 e RNC 2050.
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