
“A principal competência é ter paixão por aquilo que se faz”
Nome: Lea Camacho
Idade: 36 anos
Escola: ESAD - Caldas da Rainha
Curso: Mestrado em Design para a Saúde e Bem-Estar
Ano de conclusão: 2022
Profissão: Enfermeira
Recorda-se do seu primeiro dia no Politécnico de Leiria?
Lembro-me de olhar para os meus colegas, a maioria nos seus 20s, e ficar ‘aliviada’ por ver que não era a única nos 30. A entrada no mestrado, ao contrário da licenciatura, foi uma decisão e esforço já em adulta ‘por mim’, para o meu crescimento pessoal e profissional, em contraste com a pressão social, e até familiar, anterior.
Porquê o IPLeiria?
Cresci e vivi perto da ESAD.CR quase toda a vida. A oportunidade de voltar a estudar, integrando uma componente de design à minha área de trabalho, num mestrado inovador e ao alcance de outras áreas profissionais, foi a combinação perfeita.
Quais as melhores memórias que guarda do tempo de estudante?
Voltar a estudar 10 anos depois trouxe outra perspetiva do que é ser estudante. Apesar de ser aluna não deixou de ser possível discutir diferentes soluções com professores profissionais, experientes e interessados em resolver as questões da área da saúde e bem-estar.
Como foi o seu percurso profissional após o término do curso?
Trabalho numa ONG de resposta de emergência em crises humanitárias no Iraque. A oportunidade de desenvolver a minha dissertação no contexto prático, onde pude ver aplicados os esforços e resultados do meu trabalho, foi muito gratificante e motivador e continua a ser uma ferramenta essencial.
Quais foram as motivações para emigrar e trabalhar fora de Portugal?
Acima de tudo, a oportunidade de experimentar trabalhar num contexto e cultura diferente. A minha experiência começa em 2014 quando mudo para Inglaterra, para trabalhar como enfermeira. Posteriormente, fui convidada para trabalhar numa ONG de resposta de emergência e, depois de me envolver neste trabalho, não me vejo a voltar a ter uma vida ‘normal’.
E de que modo o IPLeiria contribuiu para a sua formação e carreira profissional?
Sendo a minha formação base enfermagem, o mestrado alargou as minhas competências clínicas e de gestão. Os colegas e professores que me acompanharam foram de extrema importância e vejo neles alguém com quem - mesmo futuramente - posso partilhar ideias e pedir opiniões fora do contexto académico.
Que competências considera serem mais relevantes para se ser um bom profissional?
Quando se fala em competências parece que automaticamente pensamos em formações, títulos e experiência… A formação é importante e a experiência é adquirida com o tempo, mas acho que a principal competência é ter paixão por aquilo que se faz. Saber os nossos limites para gerir as responsabilidades atribuídas e ser humildes para admitir quando não conseguimos, mas é essencial gostar do que se faz. Se gostamos do que fazemos, estamos no caminho para seremos bons profissionais.
Onde se vê daqui a 10 anos?
Há 10 anos, fui atrás do desconhecido, trabalhei e vivi em três continentes diferentes. Neste momento da minha vida não me preocupo tanto onde estarei daqui a outros 10. O meu objetivo é continuar envolvida num trabalho que me permite interligar várias áreas do conhecimento para que possa melhorar a vida das pessoas e contextos ao meu redor.
Que mensagem gostaria de deixar aos atuais e futuros estudantes do IPLeiria?
Como estudantes estamos muito preocupados com o futuro, mas a verdade é que não controlamos o futuro. Só podemos mesmo preocupar-nos com o presente. Que tirem o maior partido da vida de estudante, experimentarem e explorarem o máximo, porque quando começam a vida profissional, tudo muda… Há oportunidades e experiências que não se repetem.








