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Quando “Bohemian Rhapsody” e “Uma Noite na Ópera” viraram o mundo da música

Outubro 30, 2025 . 17:30
Opinião: “50 anos depois, são feitas reedições especiais, a imprensa musical mundial, destaca a data, a importância de “Bohemian Rhapsody” e de “A Night at the Opera”, edita números especiais, faz analises, conta histórias, mais ou menos conhecidas, consoante o nível de fans e respetivas gerações, histórias que apenas comprovam a importância deste disco”.

Há 50 anos (31 de outubro de 1975), a teimosia de um jovem grupo britânico, perante as regras vigentes no mercado discográfico, mudaria para sempre o mundo da música. “Bohemian Rhapsody” foi o tema e Queen era o nome da banda.
Um tema com laivos operáticos e com cerca de seis minutos de duração, acabaria por ser motivo de despedimento de produtores, que defendiam que jamais alguma rádio passaria um tema com tal dimensão. Uma jogada de mestre de Freddie Mercury (aliada ao seu talento vocal único) leva o tema a ser passado provocadora e insistentemente na Capital Radio. Espanto inicial, agitação e loucura nos meios musicais. E vinte dias depois, se me é permitido o termo, a “machadada” final surgiria com a apresentação do vídeo “Bohemian Rhapsody” no programa “Top of the Pops”, vídeo considerado ainda hoje revolucionário e uma obra de arte que mudaria por completo o olhar sobre essa abordagem musical. Uma semana depois, o single estava no nº 1 do Top de Vendas britânico, onde se manteria durante quase três meses.
E poder-se-ia dizer já, que o resto é história. Mas é história dentro de uma outra história gigante, pois o tema seria incluído no álbum “A Night at the Opera”, editado a 2 de dezembro, que entrou de imediato para o nº 1 do Top de vendas, top no qual se manteve durante cerca de um ano.

Queen 1

O álbum incluía ainda temas como “Death on two legs”, “I’m in love with my car”, “39”, “You are my best friend”, “Love of my life” ou “God save the Queen” que se tornariam hinos de várias gerações e temas incontornáveis da história da música, seja qual for o angulo pelo qual façamos a abordagem. Um coro de 250.000 vozes (Brasil 1985) a entoar “Love of my life” foi algo historicamente arrebatador e que passou a ser repetido pelos milhares que ao longo dos anos viram a banda ao vivo, antes ou depois de Mercury. Eu sei que este “antes ou depois de Mercury” é um tema polémico, mas só o será pela importância da música, do grupo e seguramente, deste álbum absolutamente inovador e fora de série.
50 anos depois, são feitas reedições especiais, a imprensa musical mundial, destaca a data, a importância de “Bohemian Rhapsody” e de “A Night at the Opera”, edita números especiais, faz analises, conta histórias, mais ou menos conhecidas, consoante o nível de fans e respetivas gerações, histórias que apenas comprovam a importância deste disco, tanto no universo Queen, como no universo da música em geral; tudo isto quando se fala de uma eventual “Bohemian Rhapsody Tour”, que traria aos palcos mundiais, Brian May, Roger Taylor e o convidado Adam Lambert.
E para terminar uma história pessoal relacionada com este disco, ocorrida quando passaram 25 anos de “A Night at The Opera”. Também na época foi feita uma edição especial para colecionadores, que incluía o álbum remasterizado e um DVD especial. Como não estaria à venda em Portugal, pedi a um familiar que ia a Londres, para o comprar, independentemente do preço, do qual não me lembro, mas que há época, considerei muito caro. Mas era o preço a pagar pelo orgulho na minha peça de coleção.
Passadas algumas semanas, ao entrar num hipermercado, fico em “choque”, ao encontrar, naquelas caixas com “tudo ao molho” para despachar, oito exemplares do mesmo disco, a menos de 3 €. Fiquei “fulo” e comprei todos, para oferecer aos amigos que eu considerasse serem merecedores daquela peça de coleção. Ainda tenho um ou dois. Coisas de colecionadores, quando se trata de grandes obras.

Outubro 30, 2025 . 17:30

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