
Gosimac entre as seis finalistas do Prémio PME Inovação COTEC-BPI
A Gosimac, empresa de Pombal que se dedica à engenharia de precisão para produção de componentes, foi uma das seis finalistas do Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2025, galardão que distingue as empresas nacionais que se destacam pela sua aposta em inovação e competitividade.
Contactado pelo nosso jornal, o CEO da Gosimac, Pedro Gonçalves confessou que integrar o grupo dos finalistas representa “um grande orgulho e o reconhecimento do trabalho diário de toda a equipa”.
“É sem dúvida um grande orgulho ser escolhido para este prémio e chegar até onde nós chegámos”, sublinhou, enaltecendo o talento “dos colegas de painel”.
A Gosimac integrou assim o grupo de seis empresas finalistas que, na quarta-feira, subiram ao palco do Teatro Miguel Franco, na cerimónia de entrega do prémio PME Inovação COTEC- BPI 2025, da qual saiu vencedora a i-charging, empresa do Porto, especializada em soluções inteligentes de carregamento para veículos elétricos.
Apesar de não ter conquistado o prémio, a presença entre os finalistas coloca a empresa pombalense, com 42 anos de atividade, no panorama nacional de inovação. Até porque, o reconhecimento surge numa fase de forte crescimento da Gosimac, que tem em construção uma nova unidade.
Segundo Pedro Gonçalves, a expansão da empresa representa “o aumento da produtividade para servir melhor os mercados de 18 países” para onde a Gosimac exporta, e também para “aumentar a sua capacidade”. “Costumo dizer que as empresas crescem à medida que os clientes exigem e isto é uma exigência dos nosso clientes”, reforçou.
Na cerimónia, o presidente da direção da COTEC Portugal, Filipe de Botton, destacou o contributo das PME inovadoras para o desenvolvimento económico. “Hoje, estamos aqui para celebrar a inovação real, que cria valor, emprego e talento, que transforma setores tradicionais e que conquista mercados globais”, afirmou, acrescentando que para o futuro da economia estar cada vez mais “nas mãos” das empresas não devem focar-se apenas na produtividade, mas sobretudo na diferenciação.
A edição de 2025 do Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2025 registou 311 candidaturas, o “maior número até hoje”, provenientes de todos os pontos do país, incluindo as regiões autónomas.
Na sua intervenção, Filipe de Botton dirigiu uma palavra ao Instituto Politécnico de Leiria (IPL), parceiro desta edição, sublinhando o papel estratégico da instituição. Para o responsável, o IPL cumpre na região “um papel absolutamente central na economia” portuguesa.
“A ambição de se tornarem uma universidade, é bem demonstrativo da dimensão estratégica e da vontade empresarial que existe neste local. Não há economia de inovação sem instituições de ensino, sem engenharia aplicada, sem investigação orientada”, reconheceu.
O líder da COTEC Portugal sublinhou ainda o objetivo de cada vez mais empresas encontrarem nos politécnicos e universidades “parceiros para acelerar transformação e transferência do conhecimento”.
Filipe de Button deixou também um apelo aos decisores políticos: “Ou assumimos que a inovação é o principal ingrediente da política industrial ou corremos o risco de não recuperar o nosso atraso estrutural de produtividade no estado do crescimento europeu”.
A inteligência artificial foi também um dos temas abordados por Filipe de Button, apontada como ferramenta essencial “não tanto para ganhar competitividade, mas sobretudo para ganhar produtividade nas empresas”, defendendo ser necessário “eliminar ou simplificar a burocracia que pesa sobre todas as empresas”.
Presidente da República diz que “mundo não está bem”
A cerimónia contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que entregou o Prémio PME Inovação COTEC-BPI e aproveitou para refletir sobre o atual contexto nacional e internacional.
Marcelo Rebelo de Sousa recuou à pandemia covid-19 para destacar a resiliência do tecido económico português. O chefe de Estado referiu que essa foi a “grande lição” nos anos da pandemia e nos que se seguiram, o que “explica a situação económica em que o país está hoje”. “Porque o mundo não está bem, está indefinido em questões fundamentais, porque a Europa não está melhor. Não diria que está pior do que o mundo, que é difícil, mas está numa situação difícil”, declarou.
Dando como exemplo “economias poderosas a arrancarem lentamente” ou “problemas de reconstrução de unidade” e de segurança no continente europeu que “não havia há não sei quantas décadas”, Marcelo apontou ainda “problemas de relacionamento com outros aliados”, que “são permanentemente repensados no dia a dia”, e o “atraso científico e tecnológico”.








