
Investigador sintetiza em livro “lendas e mitos” de 153 conventos e mosteiros
O investigador Alexandre Parafita sintetiza histórias, algumas envolvidas em lenda, de 153 conventos e mosteiros, entre eles o Mosteiro de Alcobaça, na obra ‘Lendas e Mitos dos Mosteiros em Portugal’, recém-editada pela Zéfiro.
“Os mosteiros e conventos de Portugal são relíquias de um passado fascinante”, afirma o autor apontando-os como “testemunhos vivos de um tempo imemorial”, cuja “vida religiosa se cruza com a História de Portugal”. Alguns destes edifícios estão classificados como monumentos nacionais e até como Património da Humanidade pela UNESCO, como é o caso do Convento de Mafra, o mais representado com 17 mosteiros e conventos, seguindo-se, com 16, Braga e Porto, e depois Guarda, com 15. Os 153 espaços de reclusão de homens e mulheres, visitados pela obra, apresentam-se divididos por distritos e regiões autónomas, mas há casos particulares.
O autor refere-se ao seu trabalho de investigação como “de cariz histórico e etnográfico” com base em fontes primárias, também bibliográficas, com uma utilização grande de autores dos séculos XVI, XVII e XVIII. Já os conventos são “mais voltados para a vida comunitária” com frades e freiras a dedicarem-se a “atividades religiosas e sociais de impacto no meio envolvente”.
Em Portugal, os mais antigos conventos e mosteiros remontam ao século XII. O investigador sublinha o “papel crucial” das comunidades religiosas “na organização do território português.
Sobre o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, fundado em 1131, que foi um centro de difusão do ensino e da Cultura, também decisivo para a obra e a figura de Afonso Henriques. A prática foi seguida por outras instituições, como o Mosteiro do Lorvão, o Convento de Cristo, o Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, os mosteiros de Alcobaça, de S. João de Tarouca, e o de S. Vicente de Fora.









