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Apartamentos afetados pelo incêndio carecem de obras

Um incêndio num prédio de 13 apartamentos, no centro histórico de Alcobaça, causou na noite de domingo, um morto, um ferido grave e 31 desalojados.

Alguns dos apartamentos afetados pelo incêndio que deflagou num prédio, em Alcobaça, de que resultou uma vítima mortal e 31 desalojados, carecem de obras.
Contactado pelo nosso jornal, o vereador da Câmara com o pelouro da Proteção Civil, Paulo Mateus, adiantou que o município de Alcobaça fez uma vistoria ao prédio e identificou os apartamentos que carecem de obras e que não reúnem, para já, condições de habitabilidade.
Segundo Paulo Mateus, serão “três ou quatro” os apartamentos que ficaram inabitáveis. “Há um apartamento que ficou completamente destruído. Há outros acima e abaixo que apanharam água ou calor e ficaram danificados e que, por isso, necessitam de algumas obras. O resto do edifício carece de operações de limpeza”, especificou.
O autarca assegurou que o Gabinete de Ação Social do município estará disponível para “dar o apoio que for necessário”, embora, até ao início da tarde de ontem, nenhuma família tivesse recorrido aos serviços sociais.
“São famílias estruturadas que conseguiram o apoio de familiares”, justificou.
O vereador destacou ainda a atuação dos bombeiros, considerando que a sua intervenção “evitou que a tragédia fosse maior e que [o fogo] se alastrasse a outros apartamentos”.
Quanto aos restantes moradores, Paulo Mateus estimou que entre segunda e terça-feira já tenham conseguido regressar às suas casas.
Uma mulher de 76 anos morreu, e o marido, de 90 anos, ficou ferido gravemente, tendo sido transportado para o hospital de Leiria.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, Leandro Domingos, confirmou que a vítima mortal e o ferido grave eram um casal e que o apartamento onde residiam ficou totalmente destruído. “Um piso ficou totalmente destruído e os outros foram afetados a nível estrutural”, esclareceu.
Relativamente aos 31 moradores desalojados, explicou que, por razões de segurança, “foram proibidos de pernoitar no edifício durante a mesma noite”.
Leandro Domingos sublinhou ainda que o fogo “ganhou grandes dimensões”, embora as corporações tenham conseguido extingui-lo “rapidamente”. “Foi bastante demorado, devido a todas as dificuldades e à grande carga térmica que existia”, salientou.
À agência Lusa, o comandante da corporação relatou que “à chegada dos bombeiros o apartamento já estava todo tomado pelo fogo” e, além do combate às chamas, os operacionais “procederam à retirada de todos os moradores, com recurso a autoescada”.
Contactado pelo nosso jornal, o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Paulo Mateus, adiantou que o município de Alcobaça fez uma vistoria ao prédio e identificou os apartamentos que carecem de obras e que não reúnem, para já, condições de habitabilidade.
Do incêndio resultaram 31 desalojados, moradores nos 13 apartamentos (do rés-do-chão ao 4.º andar) do prédio na rua Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça.
“A maioria dos moradores foi realojada em casa de familiares e três pessoas foram alojadas numa pensão com a qual a autarquia tem acordo”, explicou o comandante da corporação.
O fogo, de causas ainda desconhecidas, começou pelas 23h00 de domingo e foi combatido até cerca das 03h00 de segunda-feira, não afetando os prédios vizinhos. No local, estiveram 39 operacionais, apoiados por 16 veículos dos bombeiros de Alcobaça e S. Martinho do Porto, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital de Leiria e elementos da PSP.

Janeiro 7, 2026 . 11:00

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