
Partidos consideram que o Governo decretou calamidade tardiamente
O PS considerou hoje que o Governo decretou tardiamente o estado de calamidade nas áreas mais afetadas pela tempestade Kristin e que faltou uma comunicação às populações por parte da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.
"A senhora ministra da Administração Interna, que é o topo da Proteção Civil, é uma não existência", declarou o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, aos jornalistas, na Assembleia da República.
Eurico Brilhante Dias anunciou que o PS vai propor aos grupos parlamentares e deputados únicos que a Assembleia da República acompanhe a recuperação dos efeitos da tempestade e reconstrução através de uma "aproximação multidisciplinar".
O PCP e o Livre também criticaram hoje o Governo por não ter decretado mais cedo a situação de calamidade na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin, considerando que era uma decisão óbvia dada a dimensão dos prejuízos.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo defendeu que “era bom” que o Governo associasse ao decreto de situação de calamidade “medidas concretas para intervir em torno de questões mais urgentes”, como a falta de água, eletricidade e comunicações.
André Ventura também defendeu hoje que o Governo devia ter decretado mais cedo a situação de calamidade na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin e defendeu que nestas alturas os políticos "devem estar presentes".
O candidato a Presidente da República e líder do Chega, acusou o Governo e Marcelo Rebelo de Sousa de "um certo desaparecimento" e defendeu que "este é daqueles momentos em que os agentes políticos devem estar presentes".
A líder da Iniciativa Liberal (IL) critica a ausência pública da ministra da administração interna perante os efeitos da tempestade Kristin no centro do país, questionando ainda o primeiro-ministro sobre o decreto do estado de calamidade, que foi feito "tardiamente".
Em entrevista à Renascença, Mariana Leitão lamenta que Maria Lúcia Amaral ainda não tenha visitado as populações afetadas pelo mau tempo desde a passada terça-feira.









