
Câmara estima investimento de 1 ME para recuperar parque de campismo
A Câmara Municipal de Leiria estima que sejam necessários cerca de um milhão de euros para recuperar o Parque de Campismo da Praia do Pedrógão, que se encontra encerrado pelos danos que sofreu devido à depressão Kristin e assim deverá manter-se até final de março, prazo apontado para a reposição das condições de utilização.
De acordo com o vereador com o pelouro do Parque de Campismo, a tempestade deixou marcas em praticamente toda a infraestrutura. “Há muitos danos. A vedação foi muito afetada, muito impactada. Vamos ter que repor todo o perímetro. Temos muitos danos em balneários e em redes de água e é um pouco por todo o parque. Os balneários foram muito afetados e não temos condições de ter lá as pessoas dentro. A opção foi fechar”, explicou Luís Lopes.
Também o edifício de entrada ficou “muito danificado”, com vidros partidos e infiltrações significativas.
No caso dos ‘bungalows’, alguns ficaram danificados e outros chegaram a sair da posição original e ficaram virados com a força do vento. Também há utilizadores com autocaravanas que sofreram prejuízos elevados, havendo casos em que a recuperação poderá não ser possível.
Face ao encerramento do parque, a câmara deliberou na reunião do executivo da passada segunda-feira, a isenção de taxas até final de março, evitando que os utilizadores paguem enquanto o espaço não reúne condições de utilização.
Recorde-se que o parque de campismo está sob gestão da autarquia desde maio de 2025, altura em que tomou posse administrativa do espaço. Desde então, já tinham sido realizadas várias intervenções.
“Nós já estávamos a fazer obra sobre obra. Tínhamos muitas coisas que já tínhamos recuperado. Dois balneários já estavam recuperados na íntegra. Todas as zonas de transição da receção, supermercado e restaurante já tinha sido estabilizados, tal como os arranjos exteriores”, recordou.
Com os estragos recentes, o município vai ter que “começar de novo”. “Não tem a ver com o projeto em si de reestruturação ou de reabilitação do parque, mas pelo menos para colocar as coisas em pleno funcionamento para a época balnear. Há coisas que já estávamos a projetar e agora fazem mais sentido acelerar um bocadinho o passo”, explicou.
Luís Lopes adiantou que o processo de levantamento dos danos tem sido “complexo”, até porque já “havia um prejuízo” antes da tempestade. “Agora ficámos com mais danos de coisas que ainda nem sequer tínhamos começado a mexer”, acrescentou.
O levantamento dos danos ainda não está totalmente fechado, sobretudo no que diz respeito aos ‘bungalows’, cuja avaliação técnica está a ser feita pela empresa que os instalou.
De acordo com Luís Lopes, o processo não tem sido simples, devido à elevada procura de empreiteiros e empresas de construção civil, sendo que o próprio executivo também tem pedido que seja dada prioridade a escolas e outros edifícios.
Quanto aos utilizadores que permaneciam no parque com contrato e em regime mais permanente, o autarca alertou para o facto do espaço não poder ser considerado “um parque habitacional”. “As pessoas moravam lá, mas não era a sua habitação primária e isso era algo que nós já tínhamos colocado de forma muito clara. Aquilo é um parque de campismo, não pode ser considerado um parque habitacional”, sustentou.
Luís Lopes adiantou que o município “tem mantido o contacto com os utilizadores com contrato em vigor”, tendo-lhes sido dada a oportunidade de cessarem o contrato e de retirarem os seus pertences.
Até ao momento, nenhum dos utilizadores comunicou situação de desalojamento. “Ninguém manifestou essa necessidade e, por isso, entendemos que há alternativa”, afirmou.








