
Empresa lamenta falta de entendimento com companhia de seguros
Dois meses depois da passagem da tempestade Kristin, que destruiu completamente um dos pavilhões da EIB - Empresa Industrial de Borracha, esta fábrica da Marinha Grande continua sem chegar a entendimento com a companhia de seguros.
“Neste momento, as nossas maiores dificuldades têm a ver com problemas financeiros: não porque a empresa esteja mal, mas porque estamos a chegar-nos à frente com dinheiro porque ainda não se chegou a entendimento, nem perto disso, com a companhia de seguros”, lamentou um dos sócios e diretor-geral da EIB - Empresa Industrial de Borracha.
Em declarações à agência Lusa, Tiago Coutinho explicou que a empresa sofreu “danos bastantes elevados” na sequência no mau tempo, tendo um dos pavilhões ficado completamente destruído.
“Só na destruição desse pavilhão estamos a falar de mais de meio milhão. Relativamente às máquinas que lá estavam dentro, só saberei o valor depois de ligar a corrente elétrica, o que neste momento não posso fazer porque está a céu aberto, chove lá e se ligar a corrente corro o risco de causar ainda mais danos do que aqueles que já há”, acrescentou.
Segundo o diretor-geral da empresa, neste pavilhão operava a principal linha de mistura, que provocou “uma quebra da capacidade de produção na casa dos 60%”.
“Estamos na fase de destruir o resto desse mesmo pavilhão para depois conseguir reconstruir. Só essa linha é que ficou afetada, o resto da fábrica conseguimos arrancar passado semana e meia depois da tempestade Kristin”, esclareceu.
Tiago Coutinho disse ainda que, em reação imediata ao facto de terem ficado sem aquela linha de produção, os funcionários da empresa começaram a trabalhar ao fim de semana.
“Com a quebra da capacidade de produção na casa dos 60%, passámos a ter de escolher a quem é que entregamos, a quais dos nossos clientes entregamos primeiro. De uma forma muito rigorosa tentamos ir gerindo aquilo que são as expectativas dos nossos clientes e aquilo que são as nossas reais capacidades de produção neste momento”, indicou.
A EIB - Empresa Industrial de Borracha, fundada em 1989, é especializada na transformação industrial de borracha, produzindo compostos de borracha, materiais para recauchutagem de pneus e pneus.
Emprega atualmente 108 trabalhadores e “mais de 70% da produção é para exportação”.








