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“Burlão dos telhados” de Figueiró dos Vinhos apanha 13 anos de prisão

Arguido, de 53 anos, natural de Figueiró dos Vinhos, atualmente em prisão preventiva, foi condenado por 28 crimes de burla qualificada

O Tribunal de Coimbra condenou ontem o “burlão dos telhados” a 13 anos de prisão pela prática de 28 crimes de burla qualificada.

O arguido, de 53 anos, natural de Figueiró dos Vinhos, está atualmente em prisão preventiva, tendo em 1998 sido condenado pelos mesmos tipos de crimes a uma pena de 14 anos de prisão efetiva.

Na leitura do acórdão, a presidente do coletivo afirmou que o Tribunal ao aplicar a pena tinha «tido em conta a confissão integral dos factos» que constavam na acusação do Ministério Público (MP) por parte do arguido em sede de julgamento mas também o seu percurso de vida, que, segundo a magistrada, revela «uma tendência para a prática deste tipo de delitos».

Já sobre o “vício do jogo” que o arguido confirmara sofrer e com o qual justificou as suas ações, a juíza afirmou «não servir de desculpa para tudo».

Leitura do acórdão decorreu ontem no Tribunal de Coimbra

Segundo o despacho de acusação do MP, entre maio de 2024 e, pelo menos, 24 de abril de 2025 o arguido «abordou sistematicamente diversos ofendidos divulgando a realização de serviços de lavagens e impermeabilização de telhados, bem como serviços de pintura, construção civil e outros similares, deslocando-se à residência dos ofendidos e distribuindo panfletos publicitários nos quais anunciava a prestação desses serviços, com a promessa de “orçamentos grátis”».

Através deste esquema abordava as vítimas, comprometia-se com trabalhos, pedia verbas avultadas como sinal e, muitas vezes, dinheiro extra, alegando que precisava de comprar mais material.

Chegou, num dos casos, a pedir 2.500 euros emprestados para comprar uma carrinha (que nunca devolveu) mas, na verdade, «nunca teve a intenção de levar a cabo ou finalizar» nenhuma das obras orçamentadas e contratualizadas.

Ao todo, o arguido fez 28 vítimas

Em alguns casos, chegava a deixar material nas residências ou a pedir a terceiros para se apresentarem, pelo menos uma vez, em casa dos alegados clientes, para dar a ideia de que os trabalhos iriam começar. Pura ilusão, porque depressa arranjava desculpas para não aparecer no local ou deixava, pura e simplesmente, de atender o telefone.

Ao todo, o arguido fez 28 vítimas, residentes em Coimbra, mas também em Montemor-o-Velho, Condeixa-a-Nova ou Figueira da Foz, “lucrando” qualquer coisa como 113.151 euros, dinheiro que servia para alimentar o seu vício no jogo no Casino da Figueira, onde fez vários «pagamentos e levantamentos», avança o Ministério Público

Abril 21, 2026 . 12:30

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