Última Hora
Pub Dl Leiriakids 20260525
Pub Dl Ipcb Cursos 20260527
Pub

Victor Maria revive em livro memórias de repressão e clandestinidade

O autor irá apresentar ‘Crimes no Douro’ em Leiria e Marinha Grande, em junho e julho.

Victor Maria encontra no seu mais recente livro uma separação da sua terra natal, a Marinha Grande. ‘Crimes no Douro’, no entanto, não é só uma história de imigração interna, mas também uma história de clandestinidade e de um fugitivo da repressão. O escritor explicou, em entrevista com o Diário de Leiria, que ‘Crimes no Douro’ representa o saber “compreender o exílio do pensamento”, o amar outras tradições e outros povos, e uma “reflexão sobre a tirania” que o autor viveu.
‘Crimes no Douro’ não é só sobre escapatória. Victor Maria quis mostrar “a condição social daquela gente dedicada à terra e a vinha”, e a sua “escrupulosa honestidade e honra, assim como a sua têmpera”.
O escritor procurou não só a introspeção, mas também sublinhar “marcas da ditadura num clima de clandestinidade”, contrastando a sua maneira de pensar, sendo um “resistente numa vila industrial”, com “outra dignidade e menos respeito pela pessoa humana”. Ao abrigo desta perspetiva mais social da obra, Victor Maria explora também o “poder omnipotente dos proprietários e empresários des­sa altura” e a “condição social dos empregados dessa época”. O autor irá continuar a explorar a faceta política da sua vida e contar “o que foram esses tempos de luta constante” e descrever “as proibições e a perseguição da PIDE-DGS”. Adicionando a uma previsão futura da sua carreira literária, Victor Maria admite também partilhar o que foi o seu “conforto social e mental” tanto como a “penetração num conforto morno e aconchegante que anteriormente desconhecia”.
Num futuro mais próximo, o autor irá apresentar ‘Crimes no Douro’ em Leiria, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, e na Marinha Grande, no Edifício da Resinagem, na Marinha Grande, em junho e julho.
De recordar que Victor Manuel Coutinho Maria – ou ‘Victor Maria’, como assina os seus livros – foi distinguido em 2015 pela Secretaria de Estado das Comunidades com uma medalha de mérito pelos seus contributos literários.
Natural da Marinha Grande, emigrado em St. Etienne, Fran­ça, conta já com mais de duas mãos cheias de obras no seu currículo, escritas maioritariamente em francês. Atualmente, está a ser traduzido e distribuído em seis línguas e 36 países, sobretudo na lusófona.

Abril 23, 2026 . 12:00

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right