
Hospital CUF Leiria inaugurado com quase todas as valências em funcionamento
A nova unidade hospitalar da CUF em Leiria, que representa um investimento de 65 milhões de euros, foi oficialmente inaugurada ontem e já se encontra a funcionar com quase todas as valências desde segunda-feira, faltando apenas entrar em funcionamento o atendimento não programado.
“Falta apenas abrirmos o atendimento não programado, mas estamos muito perto de estar em pleno”, afirmou ao nosso jornal o presidente da Comissão Executiva da CUF, Rui Diniz, no final da cerimónia de inauguração.
Recorde-se que, no início deste mês, o hospital abriu apenas com as áreas de ambulatório em funcionamento.
Durante a cerimónia de inauguração, Rui Diniz explicou que o hospital representa “uma nova capacidade de resposta em saúde” para a região, acompanhando os utentes “da prevenção à doença mais complexa, com mais diferenciação tecnologia e mais proximidade”.
O Hospital CUF Leiria representa um investimento de 65 milhões de euros, revelou Rui Diniz, ao destacar que está implementado em “mais de 12 mil metros quadrados” e tem “mais de 30 especialidades médicas e técnicas, 50 gabinetes de consulta, exames e tratamentos, três salas de bloco operatório, unidades de cuidados intermédios, hospital dia médico e oncológico e uma tecnologia altamente diferenciada como o primeiro robô cirúrgico ortopédico desta região”.
“Será também responsável pela criação de mais de 300 postos de trabalho qualificados em Leiria”, destacou.
Rui Diniz salientou ainda o crescimento da atividade da CUF em 2025, ano em que foram realizadas 3, 8 milhões de consultas, quase 100 mil cirurgias e prestou cuidados de saúde a cerca de dois milhões de dois milhões de pessoas. No mesmo período, tratou 8.600 doentes oncológicos e realizou mais de quatro mil novos diagnósticos nesta área.
Durante a sua intervenção, o responsável anunciou que a CUF vai investir 120 milhões de euros em Portugal até ao final do ano, estimando chegar aos 500 milhões de euros até 2030.
Rui Diniz avançou que a CUF alcançará este ano “cerca de 1.200 milhões de euros de proveitos e perto de 120 milhões de euros de resultado operacional, constituindo-se como o prestador de cuidados de saúde com maior dimensão e escala em Portugal”.
Segundo Rui Diniz, o investimento está “orientado para o crescimento da rede, para a inovação tecnológica, digitalização e diferenciação clínica”.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da CUF, Salvador de Mello, considerou que este investimento representa “mais um sinal de confiança” em Portugal e na “capacidade” das suas regiões, “no talento das suas pessoas e no “papel do investimento empresarial no desenvolvimento do país”.
“Leiria representa bem aquilo em que acreditamos: capacidade empresarial, ligação ao território, dinamismo industrial, ambição e talento. Este hospital representa postos de trabalho diretos, profissionais de saúde, técnicos, administrativos e uma rede de fornecedores e parceiros locais que beneficiam desta âncora de investimento na região”, salientou.
Salvador de Mello destacou ainda que o novo hospital reforça a presença da CUF “numa região dinâmica, empreendedora e com forte simbolismo económico e social”.“Investir aqui é investir numa região que contribui de forma relevante para a economia portuguesa e que merece infraestruturas, serviços e projetos à altura da sua vitalidade”, afirmou.
Salvador de Mello sublinhou também a aposta da empresa na inovação tecnológica e inteligência artificial aplicada à saúde, defendendo que o hospital “não é apenas uma infraestrutura visível”, mas uma plataforma clínica equipada com ferramentas avançadas de apoio ao diagnóstico e decisão clínica.
O primeiro-ministro, que presidiu à cerimónia, elogiou a aposta da CUF, considerando que a nova unidade reforça a capacidade instalada da região para “servir os interesses da região e da comunidade”.
Luís Montenegro destacou também a pressão atualmente sentida no Serviço Nacional de Saúde, quer ao nível da fixação de profissionais, quer na necessidade de modernização de equipamentos e infraestruturas, valorizando o papel complementar desempenhado por grupos privados na resposta às necessidades da população.
Luís Montenegro recordou ainda a resposta dada durante “o comboio de tempestades” que afetaram a região nos últimos meses, salientando o trabalho conjunto das autarquias, juntas de freguesia e profissionais de saúde para garantir a continuidade dos cuidados essenciais. “Os profissionais de saúde foram determinantes em garantir a continuidade da prestação dos cuidados de saúde mais urgentes e necessários”, afirmou.“Espero que a partir de hoje Leiria esteja ainda mais apetrechada para poder corresponder às necessidades da população desta região”, concluiu.







