
Região Centro: “um território onde as Gazelas correm velozes”
“A realização deste evento na Guarda é um sinal claro de que a região Centro se constrói com todos os territórios e de que o interior deve estar presente no centro das decisões, das iniciativas, das estratégias de desenvolvimento regional”. Orgulhoso, o presidente da câmara municipal e anfitrião da 14.ª edição Empresas Gazela (distinções de 2025), reconheceu ontem, na abertura do evento, que a escolha mostra que “a Guarda possui as condições, os equipamentos, as infraestruturas e a capacidade organizativa necessárias para acolher iniciativas de dimensão regional e nacional”.
“Queremos fazer parte de uma estratégia de verdadeira coesão territorial que reconheça o potencial dos territórios do interior e que valorize aquilo que cada um tem de melhor para oferecer à região e ao país”, afirmou Sérgio Costa, garantindo que “a Guarda é um território de oportunidades, uma terra de empresários resilientes, inovadores e produtos de excelência, de paisagens únicas e de uma qualidade de vida diferenciadora”.
E porque ‘jogava’ em casa levou os convidados numa viagem pelos sabores, onde a gastronomia é única e os vinhos pertencem a três regiões demarcadas de excelência. Pelos saberes, onde o cobertor de papa é rei e que passará a aquecer as noites frias do presidente da CCDR Centro.
Por isto, o autarca que apontou um conjunto de projetos e planos que visam colocar o concelho no coração ibérico, reconheceu que a escolha da Guarda para a realização do evento representa “uma visão que acredita numa região Centro mais equilibrada, mais coesa e mais forte, onde todos os territórios contam e onde o desenvolvimento se constrói valorizando as potencialidades de cada comunidade”.
Mas os protagonistas do dia eram os empresários e empresárias que subiram ao palco para receber um reconhecimento público pelo seu trabalho, investimento e confiança nas suas terras. Protagonistas a quem agradeceu de forma especial. “Homens e mulheres que todos os dias assumem riscos, criam riqueza, geram emprego, inovam, ajudam a construir uma região mais competitiva, mais coesa e mais preparada para enfrentar os desafios do futuro”.
Um sentimento reforçado por Ribau Esteves que agradeceu às empresas Gazela e aos empresários que tornaram possível o evento. Aos que estiveram e aos que não puderam estar presentes, mas que contribuem para a afirmação deste território. E por isso a vontade de “fazer diferente”. Ou seja. Até agora, a gala das Empresas Gazela acontecia no município com o maior número de empresas. “Nós decidimos fazer uma coisa radicalmente ao contrário. Obviamente que quem tem mais Gazelas tem níveis de desenvolvimento sócio-económico mais forte, obrigado por isso e que continuem a pedalar para a frente”, reconheceu o presidente da CCDR Centro, adiantando que, no entanto, se deve puxar mais por aqueles que têm menor dinamismo, menores níveis de crescimento sócio-económico.
Reconhecendo que “a vida faz-se de atos práticos, o investimento faz-se de atos práticos, os apoios múltiplos que existem no Estado, fazem-se com a materialização da partilha destes recursos com as empresas privadas e os parceiros do setor público”, Ribau Esteves lembrou que é preciso cuidar de uma forma mais atenta e procurando melhorar os instrumentos disponíveis daqueles territórios que têm menores índices de desenvolvimento económico”.
“Não me interessa se o território, se o município é do litoral ou do interior. Não advém nenhum recurso propiciador de desenvolvimento socioeconómico de per si por estarmos a chamar interior ou litoral ou se tem alta ou baixa densidade”, alertou, considerando que “o que interessa a um empresário é que o território tenha potenciais, que ele tenha plataformas de vária natureza para que possa nascer, crescer e operar num mundo o mais alargado possível, na proporção da capacidade da sua empresa”. E a existência destas 159 Empresas Gazela são exatamente a prova de que a região Centro tem potencial, tem vontade e capacidades.








