
PSP quer 25 mil trabalhadores até 2035
O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), Luís Carrilho, afirmou hoje em Leiria que até 2035 esta força de segurança quer atingir 25 mil trabalhadores, entre polícias e pessoal técnico.
“Temos também uma estratégia, com o apoio da tutela, uma verdadeira estratégia de recursos humanos com o horizonte 2025-2035. O objetivo é claro, construir uma Polícia de Segurança Pública com 25 mil trabalhadores, entre polícias e pessoal técnico, capazes de responder às exigências do futuro”, afirmou o superintendente-chefe Luís Carrilho.
Atualmente, o número de trabalhadores da PSP é na ordem dos 20 mil.
Na cerimónia do 159.º aniversário da PSP, comemorações que habitualmente decorrem em Lisboa, mas, devido à depressão Kristin, que afetou gravemente a região de Leiria, foram transferidas para esta capital de distrito, Luís Carrilho adiantou que a PSP está “já a preparar o ano de 2030, onde Portugal organizará, conjuntamente com Espanha e Marrocos, o Campeonato do Mundo de Futebol”.
“Somos conhecidos, nós PSP e nós Portugal, pela grande capacidade de organização de eventos e, sobretudo, pela grande capacidade de organização de grandes eventos”, declarou, exemplificando com a Jornada Mundial da Juventude em 2023 ou o Euro 2004, certo de que em 2030 “o Campeonato do Mundo será também um sucesso”.
O diretor nacional da PSP destacou ainda a importância da “coesão interna” da PSP, sublinhando, por outro lado, que a instituição se orgulha “do seu controlo interno e externo”.
“A Polícia de Segurança Pública orgulha-se da sua lealdade institucional, da sua disciplina, do respeito mútuo, do exemplo das nossas lideranças e pelo orgulho de [a ela] pertencer”, prosseguiu, garantindo que a instituição continuará a ser de “grande confiança de todos os cidadãos”.
O superintendente-chefe salientou também que neste aniversário não se celebra apenas o passado, mas também “uma instituição plenamente preparada para o futuro, que soube acompanhar a evolução da sociedade portuguesa e que continuará sempre a adaptar-se às novas ameaças e a modernizar-se e a investir nas pessoas”.
Aos polícias agradeceu a competência, disponibilidade, coragem e, “sobretudo, pelo profundo sentido de serviço público que demonstram todos os dias”.
“Os portugueses, quem escolhe Portugal para visitar, para viver ou para trabalhar, podem continuar a confiar na sua polícia, na Polícia de Segurança Pública”, acrescentou Luís Carrilho, garantindo que esta força “continuará, como sempre, presente pela proximidade e próxima na segurança”.
No final da cerimónia, questionado pelos jornalistas sobre a forma como a PSP vai atingir os 25 mil trabalhadores em menos de uma década, o superintendente-chefe Luís Carrilho referiu que se pretende “paulatinamente, ir aumentando”, com “melhor comunicação, melhor sensibilização”.
“Estou certo de que irão cada vez mais compreender que a Polícia de Segurança Pública é uma carreira que hoje em dia oferece uma amplitude de competências do ponto de vista nacional e internacional extraordinária”, sustentou, observando que a estratégia passa por “duplicar o número de concursos e cursos”.
Em 2026, a PSP vai ter, “pela primeira vez desde há muitos anos, dois cursos”, cadência que é para continuar, afiançou, para salientar que “Portugal é um país extremamente seguro”.
“Os turistas, as pessoas que escolhem Portugal para se fixar, os estrangeiros para visitar, os portugueses que aqui vivem, vive-se bem em Portugal e deve-se, sem dúvida, à nossa cultura, às nossas gentes, mas deve-se, também, à segurança que é um ativo económico nacional”, considerou.






