A partidarização do Estado
Tenho bastante simpatia pelo ministro da Educação Fernando Alexandre, que no contexto dos diferentes governos que temos tido, considero ser um bom ministro. Razão de pensar excessiva a campanha que está a ser levada a cabo contra ele com base no tema da digitalização dos exames e dos problemas envolventes. Há várias razões para considerar que o debate político sobre os problemas havidos está fora do contexto adequado e que os problemas encontrados resultam mais da ausência de organização do Estado do que culpa do ministro e pelas seguintes razões:
1-Num país normal cada ministro define as acções a desenvolver e o seu timing e delega na administração pública a sua execução através de uma direcção geral e sob o controlo de um secretário de Estado, porque os diferentes ministros não têm de ser especialistas da execução de tudo aquilo que decidem. Não é essa a sua função.
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