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Associação de Vítimas de Pedrógão Grande pede reforço da vigilância

A AVIPG apelou às entidades responsáveis para reforcem a vigilância na região “durante este período de elevado risco de incêndio”

A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), criada na sequência dos fogos de junho de 2017 que provocaram dezenas de mortos e centenas de feridos, pediu um reforço da vigilância de proximidade na região.

Numa nota enviada à agência Lusa, a AVIPG apelou “a todas as entidades com responsabilidades na proteção das populações e do território” para que, no âmbito das suas competências, reforcem a vigilância de proximidade na região “durante este período de elevado risco de incêndio”.

O apelo é dirigido a autarquias, comunidades intermunicipais, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Guarda Nacional Republicana, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, corpos de bombeiros, Forças Armadas e Governo.

O pedido é extensivo aos cidadãos, com a AVIPG a lembrar que a segurança do território “não depende apenas dos meios do Estado, depende também da atenção, do civismo e do sentido de responsabilidade de cada um”.

“Evitar comportamentos de risco, cumprir rigorosamente as medidas de prevenção, comunicar de imediato qualquer foco de incêndio, coluna de fumo ou situação suspeita às autoridades e manter uma atitude vigilante são contributos fundamentais para proteger vidas, bens e a nossa floresta”, salientou a associação.

Os incêndios que deflagraram em 17 junho de 2017 em Pedrógão Grande, e que alastraram a concelhos vizinhos, provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves.

Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

A AVIPG referiu que “as populações deste território viverão com as cicatrizes” daquela tragédia, para sublinhar que, “sempre que as temperaturas aumentam e o risco se agrava, regressam também a ansiedade, a inquietação e a memória de um dia que jamais será esquecido”.

Nesse sentido, “a presença das entidades responsáveis no terreno representa muito mais do que vigilância, representa segurança, confiança e respeito por quem aqui vive”, considerou a AVIPG.

“A vigilância de proximidade constitui uma das mais importantes ferramentas de prevenção. Permite detetar rapidamente qualquer foco de incêndio, desencoraja comportamentos negligentes ou criminosos e reforça a capacidade de resposta dos meios de socorro”, sustentou a AVIPG, defendendo que “essa vigilância torna-se ainda mais eficaz quando é acompanhada por uma população informada, consciente e participativa”.

Destacando que “a prevenção dos incêndios rurais é uma missão coletiva”, a AVIPG adiantou que “exige coordenação entre o poder local, as estruturas regionais, o Estado e todos os cidadãos”.

“Só através desse compromisso comum será possível reduzir o risco e proteger aqueles que vivem, trabalham e visitam o nosso território”.

Julho 28, 2026 . 08:30

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