Última Hora
Pub Dl Gastronomia 20260609
Pub Dl Ipcb Cursos 20260527
Pub Dl Fabricoeua 20260602
Pub

Central fotovoltaica flutuante na albufeira do Cabril prevê mais de 82 mil painéis solares

Fase de construção tem a duração de 18 meses, enquanto a exploração tem entre 25 e 30 anos.

A central fotovoltaica flutuante projetada para a albufeira do Cabril, nos concelhos de Pedrógão Grande, Pampilhosa da Serra e Sertã, prevê 82.368 painéis solares, segundo o estudo de impacto ambiental desde hoje em consulta pública.

“O projeto da central fotovoltaica flutuante de Cabril terá uma potência de ligação de 47,77 MWp [mega watt-pico] gerada em 82.368 painéis solares, cada um capaz de produzir uma potência de pico de 580 Wp e ocupando uma área total de painéis de 33,97 hectares”, revela o resumo não técnico do estudo de impacto ambiental, disponível na plataforma participa.pt.

A unidade mega watt-pico corresponde à potência máxima de um conjunto de painéis solares nas condições ‘standard’, isto é, radiação solar de 1.000 watts/m2 e 25 graus de temperatura.

O resumo não técnico adianta que “a produção elétrica anual expectável atingirá” cerca de 73.799 megawatt por hora, sendo que a energia gerada vai ser injetada na Rede Elétrica de Serviço Público.

A fase de construção tem a duração de 18 meses, enquanto a exploração tem entre 25 e 30 anos. Já a fase de desativação tem a duração de seis meses.

“Durante a fase de construção estima-se que o número de trabalhadores afetos à obra seja no máximo 120 pessoas”.

Na fase de exploração, a central fotovoltaica flutuante “irá dispor de um sistema de comando que lhe permite funcionar automaticamente”.

Assim, “na fase de exploração estão previstas três pessoas permanentemente alocadas ao projeto”.

A central, projeto da empresa Voltalia, que ganhou o leilão solar flutuante para o Cabril, está prevista para território dos concelhos de Pedrógão Grande (distrito de Leiria), Pampilhosa da Serra (Coimbra) e Sertã (Castelo Branco).

Com as duas linhas elétricas aéreas associadas (uma de 3,44 quilómetros e outra de 21,21 quilómetros), o projeto chega também aos concelhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos (Leiria), e Penela (Coimbra).

Uma linha, de 30 quilovolt (kV, medida de tensão elétrica), vai ligar os postos de transformação da central a uma subestação. Já a ligação desta à subestação da rede elétrica nacional será efetuada com uma linha elétrica de 60 kV.

A consulta pública do estudo de impacto ambiental, já com sete participações, termina em 17 de abril.

Segundo o estudo, as câmaras de Pedrógão Grande e Pampilhosa da Serra emitiram parecer desfavorável ao projeto da central, enquanto o município da Sertã não fez chegar resposta até à sua conclusão.

O documento, elaborado pela Sinambi Consultores para a Voltalia, refere que, de acordo com Regime Jurídico da Avaliação de Impacte Ambiental, este projeto não se encontra diretamente sujeito a avaliação de impacto ambiental, mas esta foi determinada após a Direção-Geral de Energia e Geologia concluir que, dadas as características da área da sua implantação, “poderá ser suscetível de provocar impactes negativos significativos no ambiente”.

O anterior Governo leiloou a exploração de 263 megawatts de energia solar em sete barragens do país, tendo em abril de 2022 adjudicado seis dos sete lotes, incluindo o do Cabril, este para a Voltalia.

Então, a Voltalia explicou, em nota de imprensa, que a capacidade instalada da central “será entre 33 MW e 40 MW, dependendo da otimização final do projeto”.

“Com 33 hectares, a central vai fornecer energia verde para um volume equivalente ao consumo de 70.300 habitantes”, esclareceu a empresa, referindo que a expectativa é a de que “o projeto seja comissionado até 2026”.

Quanto às receitas, “serão suportadas por um contrato de 15 anos atribuído pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática, prevendo um preço de 41.025 euros por megawatt-hora”, adiantou na mesma ocasião a Voltalia.

No seu sítio na Internet, lê-se que a empresa foi fundada em França, em 2005, e é “um produtor de energia e um prestador de serviços internacional”, especializado “em soluções de energia renovável”.

Março 7, 2025 . 15:20

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right