Israel e Estados Unidos – a irracionalidade criminosa
De acordo com as notícias que circulam por todo o mundo, soldados israelitas atacaram em Gaza carros que transportavam trabalhadores das Nações Unidas e de outras organizações, matando todos os ocupantes e para esconder os crimes abriram valas com buldózeres onde enterraram os mortos e os carros, certamente com o objectivo de não serem descobertos. Ou seja, os soldados israelitas não podem desconhecer que a forma como têm conduzido aquilo a que chamam uma guerra, sem a existência de verdadeiras forças opositoras, não é mais do que um genocídio de populações indefesas.
Mesmo os pilotos da aviação israelita que noite após noite descarregam milhares de bombas sobre hospitais, casas e igrejas de Gaza, frequentemente sobre barracas de populações sem quaisquer meios de defesa, não podem ignorar que estão a cometer crimes contra um povo inteiro, na maioria dos casos crianças. O que, queira-se ou não, acaba por justificar a existência do Hamas.
Nesta suposta guerra, em que o exército israelita beneficia de uma total superioridade sobre os combatentes do Hamas, não pode deixar de ser significativo que praticamente todos os reféns libertados o foram por recurso à negociação, facto que não pode deixar de demonstrar a inutilidade dos ataques do exército judaico em Gaza. Ou seja, o objectivo de Benjamim Nathaniel é a posse, directa ou indirecta, do território de Gaza, o que, pouco a pouco, tem acontecido desde a fundação do estado de Israel e sempre à custa do povo palestiniano. As permanentes incursões na Cisjordânia e os assassinatos levados a cabo pelo exército israelita e pelos colonos, são parte do mesmo objectivo, o expansionismo israelita. As incursões no Líbano e mais recentemente na Síria, contra todas as regras do direito internacional, representam uma amostra da inexistência de quaisquer limites para o actual governo de Israel.
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