
Gaiteiros espalham música popular e alegria pelas ruas de Quintas do Sirol
Nas Festas de Santa Eufémia, a animação não se faz apenas em cima do palco, vai mesmo ao encontro da comunidade e daqueles que, por vezes, estão mais isolados ou não têm oportunidade de se deslocar ao recinto das festividades.
Onde quer que vão tocar, os Gaiteiros de Abiul, grupo formado por Pedro Ferreira, que toca gaita de foles, Tiago Neves, no bombo, e Paulo Silva, na Caixa, têm como missão espalhar música, alegria e dar a conhecer uma tradição musical que começa a cair em desuso.
Pedro Ferreira, um dos membros do grupo, destaca o papel do grupo em “manter uma tradição” que outrora se via e ouvia com frequência, mas que é hoje cada vez mais rara.
Os Gaiteiros de Abiul surgiram no ano de “2012 ou 2013”. Na altura estavam “em extinção”, apontou Pedro Ferreira. Foi no seio de uma escola de música em Abiul, no concelho de Pombal, que o grupo começou, na altura com seis elementos. Hoje, mantém-se ativa com os três músicos, com idade entre os 20 e os 30 anos.
Na segunda-feira, pelas 10h00, os Gaiteiros de Abiul vão andar de casa em casa e tocar pelas ruas de Quintas do Sirol, lugar de Santa Eufémia que este ano ficou responsável pela organização do evento.
Esta será a estreia do grupo nas Festas de Santa Eufémia e levam com eles um repertório que promete animar miúdos e graúdos. “É a primeira vez que vamos e significa que vamos conseguir chegar a um outro grupo de pessoas”, explica Pedro ferreira. Embora o repertório seja essencialmente tradicional, o grupo faz questão de incluir temas mais contemporâneos para também cativar os mais jovens a ouvi-los.
“O repertório acaba por ser sempre o mesmo. Se estamos em cima de um palco vamos escolher três ou quatro músicas que são mais impactantes, mas de resto passa por um repertório muito popular, tradicional e tentamos incluir algumas músicas mais atuais para as gerações mais novas não verem os gaiteiros como um grupo para os mais velhos. Tentamos trazer um bocadinho do contemporâneo”, sublinha.
Para Pedro Ferreira, o trabalho dos gaiteiros é quase como se se tratasse de “uma ação social”, promovendo também o convívio entre a comunidade.
“As pessoas ficam sempre muito contentes, muito animadas. Algumas até choram, mas o sentimento geral é de alegria”, conta. O músico não esconde o desejo de atrair as novas gerações. “Gostávamos que as novas gerações gostassem de nos ouvir e não olhassem para nós como algo que é só para os mais idosos. Ficamos muito contentes quando vemos malta nova que vem atrás de nós [nas arruadas] e acaba por ser um momento bonito”, salienta.
A proximidade para com o público é uma das grandes motivações do grupo, que vibra tanto a tocar para uma multidão como junto de uma única pessoa à porta de casa.
O que esperar da atuação de segunda-feira? “Alegria, animação e boa música”, assegura Pedro Ferreira.








