
Fátima chora morte do Papa Francisco
“Está a chover. Hoje, é um dia triste”. As poucas dezenas de pessoas que esta manhã visitaram o Santuário de Fátima lembraram o Papa Francisco como um “bom homem”, um papa “inclusivo” e “agregador”, que zelava pelos mais necessitados.
A notícia da morte de Francisco, hoje de manhã, aos 88 anos, foi recebida no santuário pelos peregrinos com consternação e tristeza. Numa manhã chuvosa, onde apenas os cânticos quebravam o silêncio, a família do Redondo, no Alentejo, lamentava a morte do Papa Francisco, notícia que recebeu já no santuário.
De visita a Fátima, Mariana Ciquenique recordou ao nosso jornal que ainda ontem tinha visto o Papa Francisco pela televisão, aquando das cerimónias do Domingo de Páscoa. “Achei-o muito abatido, mas nunca pensei que isto fosse acontecer”, afirmou, recordando o “bom papa” que era Francisco, não só pela sua bondade, como “pelo bem que ele fez ao mundo inteiro”.
A mesma opinião é partilhada por Carolina Semedo, que “foi com surpresa” que recebeu a notícia da morte do Papa Francisco, ainda em casa, em Anadia, distrito de Aveiro. “Ainda ontem o vi na televisão. Continuava bastante doente”, recordou ao nosso jornal.
Para Carolina Semedo, Francisco era “uma pessoa inclusiva”, que pretendia que “todos fizessem parte desta grande família”.
É com “muita pena” que o vê partir, desconhecendo como será o futuro. “Não sei se haverá alguém neste momento com a mentalidade aberta que ele tinha”, apontou, recordando o “sorriso” de Francisco.
De passagem por Fátima, desde Lisboa, a caminho do Norte do país, António Norberto destacou ao nosso jornal a “pessoa muito humana” que era Francisco, “muito ligada a todos”, mas sobretudo “aos mais pobres, aos que mais sofriam”.
“É sempre triste. Ele já estava muito doente. Mais dia menos dia, já prevíamos que pudesse acontecer”, lamentou António Norberto, considerando que Francisco “vai ficar como um dos papas que mais marcou” o mundo, não apenas os católicos.
“Pelos carentes, pelos pobres, pelos que estão abandonados, pela defesa da paz, do diálogo entre os povos”, acrescentou o peregrino, considerando que Francisco “vai fazer falta, porque hoje não há pessoas no mundo que sejam assim como ele, que esteve tanto tempo a promover a paz”.
Emília Carvalho destacou, por seu turno, a forma “muito humilde” de Francisco. “Amigo dos pobres”, o Papa era também “agregador”, recordou Emília Carvalho.
“O objetivo dele era unir todos os povos e todas as religiões. Sou católica e em Moçambique costumamos visitar todas as igrejas para fazermos um intercâmbio. O Papa era um defensor da união dos povos”, afirmou a peregrina, lembrando a devoção de Francisco a Nossa Senhora de Fátima.
“É um dia triste para todos, mesmo os não católicos”, que “tinham um respeito especial” por Francisco.








