
Morte de Francisco sem impacto no comércio
Algumas horas depois da notícia da morte do Papa Francisco, as visitas ao Santuário de Fátima decorriam de forma tranquila e habitual para uma segunda-feira na Cova da Iria.
Havia ainda quem não soubesse que Francisco tinha falecido, aos 88 anos, e entre os comerciantes, a notícia não impactou na venda dos artigos religiosos. Pelo menos, para já.
Leonor Alves acredita que por altura das peregrinações, que levam a Fátima milhares de pessoas, a procura por artigos religiosos alusivos ao Papa Francisco possa aumentar, mas para já, não nota diferença nas vendas nem nos pedidos dos peregrinos, até porque não é Francisco o mais ‘procurado’.
“As pessoas perguntam mais por artigos do papa João Paulo II”, reconheceu a comerciante, visivelmente transtornada com o falecimento de Francisco, a quem sempre atribuiu “palavras e textos que fazem sentido”. Agora, diz, “é importante que alguém transmita essa mensagem”.
Também na loja de Maria Cecília, esta é uma segunda-feira “normal”, com o registo de alguns grupos de peregrinos estrangeiros.
“Penso que estes grupos não devem ter ainda tido conhecimento”, apontou Maria Cecília, admitindo que a notícia da morte de Francisco não chegou a todos na mesma altura. “Veio agora uma colega abrir a loja e só soube quando ouviu o toque do sino e achou estranho e perguntou o que se passa”.
Algumas imagens de Francisco e terços alusivos ao Papa misturam-se com outros tantos artigos religiosos expostos nas lojas tradicionais em torno do recinto do Santuário de Fátima. O nosso jornal visitou várias lojas, onde constatou que a procura por artigos alusivos ao Papa quase não existe, como também são poucos os objetos à venda que estejam ligados a Francisco.








