
Projeto combate exclusão social em Leiria
Chama-se ‘Sentir o Território’, é um projeto que vai ser desenvolvido no norte do concelho de Leiria ao longo de quatro anos e pretende dar resposta às necessidades de, pelo menos, 835 pessoas.
O projeto CLDS vai já na sua 5.ª edição, começou no início deste mês, e mantém o seu foco em grupos vulneráveis, famílias necessitadas e diferentes faixas etárias. Visa desenvolver ações de inclusão, capacitação e apoio social junto da comunidade, para melhorar o modo de vida dos cidadãos e fortalecer a coesão social, explica a Associação de Desenvolvimento e Apoio Social, que irá implementar o projeto no terreno até março de 2029, reforçando o seu papel no desenvolvimento social local nas freguesias da Bajouca, Coimbrão, União das Freguesias de Monte Redondo e Carreira, União das Freguesias de Monte Real e Carvide e União das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa.
O projeto assume o investimento de mais de 429 mil euros e conta com o apoio do financiamento europeu em 85 por cento.
Embora cada projeto tenha a sua particularidade, Francisca Mendes, coordenadora do programa, explica que a 4ª e 5ª geração do CLDS partilha o mesmo objetivo: “contribuir para o bem-estar psicossocial da comunidade”. Salientou ainda que o sucesso da geração anterior acresce a responsabilidade de igualar também esse “excelente trabalho”.
Segundo aquela responsável, o projeto mede o impacto das suas ações com base numa análise quantitativa, neste caso, o número de pessoas que alcança, e de uma forma qualitativa, a partir de uma monotorização, feita através da elaboração de relatórios sociais de avaliação.
As ações desenvolvidas são de âmbito de proximidade, onde a associação trabalha lado a lado com a população em situação de vulnerabilidade, fazendo ainda o acompanhamento de seniores em situação de isolamento social.
O objetivo passa por promover a inclusão social e a coesão territorial e, no caso dos jovens e adolescentes que apresentam comportamentos aditivos, a associação fará o o respetivo acompanhamento e capacitação emocional, comportamental, educacional e informativa.
Para o acompanhamento de grupos minoritários, como é o caso da população migrante, este grupo desenvolve ações de capacitação linguística, inserção laboral, habitacional e cultural, “primordiais para a sua integração na comunidade”, destaca a coordenadora.
A adesão da comunidade a este projeto começa por se revelar nos parceiros e associações locais entre os quais o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS), o CAFAP, o Colégio Dr. Luís Pereira da Costa, entre outros. Também as juntas de freguesias são mencionadas pela coordenadora, Francisca Mendes, pelo seu “papel fundamental”, “dado o seu conhecimento, envolvimento e proximidade com as suas gentes”.
Ao abordar a intenção de continuidade desta iniciativa, Francisca Mendes destaca ao nosso jornal que “projetos sociais, como este, podem fazer diferença, pela proximidade, diversidade e profundidade na sua atuação, pelo que, ao longo destes 48 meses”, voltando o seu foco para a promoção de boas práticas no território e, se possível, para “a sua sustentabilidade”.







